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Análise Técnica

06.08.2009 | 23:34

Estratégia básica para encerrar operações

Publicado na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Marcos Abe, por marcosabe

É comum investidores iniciantes se preocuparem apenas em como e quando começar uma operação. A questão é que uma entrada bem feita, numa operação, pode se tornar um desastre se o operador não souber como e quando encerrar a mesma. Então podemos dizer que para operar lucrativamente, saber finalizar operações é tão importante quanto saber iniciá-las.

Uma estratégia muito comum é o estabelecimento de alvos operacionais. E a forma mais usada para estabelecer esses alvos é a utilização de suportes e resistências.
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05.05.2009 | 12:15

Estratégia básica para investir em ações

Publicado na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Marcos Abe, por marcosabe

Olá amigos e investidores,

A seguir mais um artigo do Marcos Abe voltado ao aprendizado.

Os conceitos de suporte e resistência representam a base da Análise Técnica. Saber como identificá-los e como demarcá-los é algo de primordial importância para os investidores.

O suporte é definido como um nível de preços onde a pressão compradora supera a vendedora a ponto de interromper um movimento de baixa ou revertê-lo. Por sua vez, a resistência é uma região de preços onde a pressão vendedora supera a compradora gerando interrupção do movimento de alta ou uma reversão. Simplificando, suporte e resistência são regiões gráficas onde observamos inflexões no movimento dos preços.

Veja na ilustração abaixo exemplos de resistência e suporte. Ambos estão representados por linhas horizontais. Observe como são regiões onde ocorrem mudanças de direção no movimento dos preços.

Quando os preços conseguem superar uma resistência dizemos que ocorreu um rompimento da mesma (veja ilustração acima). O rompimento ocorre porque a pressão compradora que gerou o movimento de alta dos preços continua mais forte que a pressão vendedora mesmo quando atinge a resistência – ou seja, o otimismo é grande e há muito mais agentes do mercado tentando comprar do que agentes desejando vender.

É básica a idéia de que, em qualquer mercado, quando temos mais compradores do que vendedores, ocorre uma valorização do objeto de negociação. Logo, se um papel chegou a romper uma resistência, encontramos uma evidência de que os preços se elevarão ainda mais devido ao fato de que a demanda pelo ativo é maior que a quantidade de ofertas de venda. Por essa razão buscamos por oportunidades de compras no rompimento de resistências. Essa é a estratégia básica para abertura de posições, dentro de um leque de opções, que fazem parte de um sistema de investimentos baseado em análise de gráficos.

Como investidores que utilizam a Análise Técnica, conseguimos fazer uma leitura dos movimentos da massa de investidores e assim procuramos montar operações que acompanham seus passos.

Em meu livro “Manual de Análise Técnica: Essência e Estratégias Avançadas” ensino quais aspectos levar em consideração ao avaliar um rompimento e como analisá-los para encontrar oportunidades de iniciar operações com maior probabilidade de êxito.

Apesar de ser uma estratégia básica, é necessário avaliar uma série de fatores para evitar a compra de ações que estejam realizando falsos rompimentos de resistências, que podem resultar em prejuízos. Por outro lado, compras realizadas no rompimento de resistências com fatores que confirmam o padrão resultam numa maioria de operações muito lucrativas.

Marcos Abe é investidor e autor do livro “Manual de Análise Técnica – Essência e Estratégias Avançadas”.

Nota:
Use o código DALTONVIEIRA no momento da compra deste livro (carrinho de compras) e ganhe 20% de desconto! Esta é uma promoção exclusiva da Novatec Editora em parceria com o blog daltonvieira.com.

16.01.2008 | 23:12

Entenda o indicador Clímax

Publicado na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, por Dalton Vieira

O Clímax é um indicador misto criado por Joseph Granville. Sua principal característica é aprensentar momentos em que o mercado, índices ou setores da economia está “sobrecomprado” ou “sobrevendido”.

O cálculo do Clímax é realizado através do saldo das ações que subiram e caíram no dia coerente com o OBV (On Balance Volume). Para exemplificar vamos pegar o índice Bovespa composto atualmente por 64 ações (até o abril/2008). Suponha-se que a ação da VALE5 fechou o dia em alta e seu OBV está acumulando, logo a VALE5 representará +1 no Clímax do Ibovespa.

  • Ação em alta + OBV acumulando = +1
  • Ação em baixa + OBV distribuindo = -1

Observe a seguir a figura demonstrando o cálculo do Clímax em uma determinada ação.

Nota: A figura acima foi extraída da ajuda do software de análise gráfica Winstockchart (site: www.winstockchart.com.br)

Desta forma, o cálculo do Clímax do Ibovespa é a soma dos resultados obtidos em cada ação, conforme explicado acima. Neste caso (IBOV) o valor diário obtido variará entre +64 e -64. Veja uma pequena amostragem desta soma.


O principal sinal do Clímax está na divergência de alta ou baixa na região sobrevendida ou sobrecomprada, respectivamente. O gráfico abaixo exibe uma divergência de alta do Clímax com o Ibovespa no dia 16/01.

* O gráfico acima foi retirado do software de análise gráfica Winstockchart (site: www.winstockchart.com.br)

A divergência de alta sinaliza uma possível alta do Ibovespa para o próximo pregão (17/01). Observe que os pontos onde ocorrem os picos (topos) e os vales (fundos) delimitam as regiões sobrecomprado e sobrevendido, que são os locais a se observar possíveis divergências.

Agora é acompanhar o Ibovespa para verificar se o sinal deixado pelo Clímax se confirma no próximo pregão (17). É importante ressaltar que este é mais um indicador para realizar a leitura do mercado, conforme a LAD. Portanto, este não representa um trade system, ou seja, a divergência de alta não representa por si só um momento para sair comprando. É apenas um sinal a se avaliar junto a outras análises.

Desejo sucesso nos estudos e investimentos. Até breve!

13.01.2008 | 13:05

Entenda a LAD – Linha de Avanços e Declínios

Publicado na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, por Dalton Vieira

A LAD é um indicador misto criado por Joseph Granville. Sua principal característica é monitorar a saúde geral do mercado (todas as ações), índices e setores específicos da economia.

O cálculo da LAD é realizado através do saldo das ações que subiram e caíram no dia. No caso do Ibovespa, que atualmente é composto por 64 ações (até abril 2008), a LAD é o saldo acumulado da quantidade de ações que subiram menos as que caíram em um determinado dia. Desse modo, se no dia X houve 40 ações em alta e 24 em baixa o valor da LAD foi de +16 (alta).

Podemos dizer então que é o chamado “cabo-de-guerra”, de um lado touros (compradores) e do outro ursos (vendedores). Neste caso a força de um touro é igual a de um urso, logo o que faz um lado ganhar ou perder a disputa é a quantidade superior de “puxadores” ao lado oponente. Uma ação em alta é um touro puxando a corda. Por outro lado, uma ação em baixa é um urso puxando a corda. Quando uma ação não fecha em alta nem em baixa (0,00%) este possível participante do cabo-de-guerra fica apenas assistindo a disputa.

Nesta analogia a corda simboliza o mercado, índice (ex.: Ibovespa) ou um setor (ex.: siderurgia). Se em um determinado dia houve mais ursos (ações em baixa) que touros (ações em alta) puxando a corda do Ibovespa, o mais provável é que o índice feche o dia em baixa. Caso o índice feche este dia em alta temos então a chamada divergência de baixa que falarei a seguir, inclusive com exemplos reais ocorridos recentemente.

A tabela abaixo demonstra o cálculo da LAD.


A seguir o gráfico gerado a partir do saldo acumulado da LAD (coluna destacada com a cor verde).


Um dos principais sinais obtidos com este indicador é se a alta ou baixa de um determinado índice, setor ou mercado como um todo está coerente ou divergente com a LAD. Por exemplo: nos dias 28/12/2007 e 03/01/2008 o Ibovespa fechou o dia em alta, porém nestes dias o número de ursos foi superior ao de touros. Portanto, a LAD do Ibovespa nestes dias ficou negativa (queda) ocasionando uma divergência de baixa.

Esta divergência de baixa sinaliza que a maior probabilidade do Ibovespa é acompanhar a queda registrada pela LAD. Observe no gráfico* abaixo as divergências sinalizadas com as setas vermelhas e que no dia seguinte o IBOV (linha azul) fecha em baixa acompanhando a LAD (linha vermelha).

* Gráfico extraído do programa de análise gráfica Winstockchart, disponível para download no site www.winstockchart.com.br.

Outro sinal interessante que a LAD produz é através do rompimento de uma resistência ou suporte. Veja no gráfico acima que o fundo da LAD (linha vermelha) sinalizado com a seta azul é inferior ao fundo anterior. No entanto, o fundo do Ibovespa (linha azul) sinalizado também com a seta azul não é inferior ao fundo anterior. Neste caso o sinal é que há uma maior probabilidade do Ibovespa fazer o mesmo que a LAD, romper o fundo (valor de fechamento) do dia 17/12/2007.

Agora é a acompanhar o Ibovespa para verificar se o sinal deixado pela LAD se confirma nos próximos pregões.

Desejo sucesso nos estudos e investimentos. Até breve!

03.09.2007 | 20:45

Princípios Essenciais

Publicado na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, por Dalton Vieira

Dando continuidade a série de artigos voltados para o Aprendizado da Análise Técnica, neste artigo descreverei os princípios fundamentais para fazer a análise gráfica de qualquer ação.

“A vontade de se preparar tem de ser maior que a vontade de vencer.”
BOB KNIGHT
fonte: Transformando suor em ouro – Bernadinho

Movimentos

O preço de uma ação movimenta-se somente em 03 direções. São elas:

1. Para cima
2. Para baixo
3. Lateralmente

Os preços movimentam-se para cima ou para baixo por causa de dois sentimentos impregnados no mercado financeiro: Ganância e Medo. O preço sobe devido à ganância dos compradores e medo dos vendedores. O preço cai por causa da ganância dos vendedores e medo dos compradores.

Topos e Fundos

A partir do momento que o sentimento de ganância dos compradores dá lugar ao medo e o medo dos vendedores dá lugar a ganância, então há a formação de um Topo no gráfico. Por outro lado, se o sentimento de ganância dos vendedores dá lugar ao medo e o medo dos compradores dá lugar a ganância, então há a formação de um Fundo no gráfico. Esta mudança de sentimentos dos compradores e vendedores é destacada no gráfico através do Ponto de retorno, conforme mostra a figura abaixo.


O topo é antecedido por duas ou mais barras ou candles ascendentes e é marcado após o surgimento de um ponto de retorno. O fundo é antecedido por duas ou mais barras ou candles descendentes e também é marcado após o surgimento de um ponto de retorno. O ponto de retorno é a quebra da seqüência do movimento de alta ou baixa.

A seguir exemplo da marcação dos topos e fundos no gráfico semanal do Ibovespa.


A identificação dos topos e fundos na análise técnica é essencial, pois são através deles que são definidos outros princípios importantes, como os suportes, as resistências e a tendência de uma determinada ação.

Tendência

Uma tendência de alta é definida por topos e fundos ascendentes, enquanto que uma tendência de baixa é definida por topos e fundos descendentes. Quanto maior o tempo gráfico mais importante é o significado da tendência dos preços. Portanto, a tendência do gráfico semanal é mais importante do que a do diário.

A seguir exemplo de um gráfico em tendência de alta. Perceba que os topos e fundos são mais altos que os anteriores, logo ascendentes.


A seguir exemplo de um gráfico em tendência de baixa. Perceba que os topos e fundos são mais baixos que os anteriores, logo descendentes.


Os preços também podem ficar em uma faixa de negociação chamada pelos analistas técnicos de congestão, significando uma indecisão por parte dos investidores. A congestão ocorre quando o topo atual não supera o topo anterior e o fundo atual não supera o fundo anterior. Na maior parte do tempo os preços ficam em faixas de negociação. A seguir o gráfico do Ibovespa em faixa de negociação (congestão).

Perceba que após o movimento de baixa entre o primeiro topo e fundo, destacados pela inicial maiúscula, o gráfico semanal do Ibovespa fica congestionado. Por que congestionado? Porque não há um movimento de alta superando a máxima do primeiro Topo, nem um movimento de baixa superando a mínima do primeiro Fundo. Quanto maior for o tempo que os preços permanecerem em faixa de negociação, mais importante será o rompimento da resistência ou suporte desta congestão.

Nas tendências de alta, cada subida do mercado atinge um ponto mais alto do que a anterior e cada declínio pára em um ponto mais alto do que o precedente. Nas tendências de baixa, cada declínio cai para um ponto mais baixo do que o anterior e cada subida cessa em nível mais baixo do que o precedente. Nas faixas de negociação, a maioria das subidas pára mais ou menos na mesma altura e os declínios cessam mais ou menos no mesmo ponto.

Quando há a quebra ou reversão de uma tendência de alta?

Quando há o rompimento da mínima do fundo que antecede o último movimento de alta dos topos e fundos ascendentes. A figura abaixo ilustra a quebra de um tendência de alta.


Quando há a quebra de uma tendência de baixa?

Quando há o rompimento da máxima do topo que antecede o último movimento de baixa dos topos e fundos descendentes. A figura abaixo ilustra a quebra de uma tendência de baixa. Observe que neste exemplo antes de ocorrer a quebra da tendência de baixa há um topo e fundo secundários. Eles são secundários porque estão entre a máxima e mínima do último movimento de baixa, ou seja, não superam o topo e fundo anteriores.


Quando ocorre a confirmação de uma nova tendência de alta?

Quando após a quebra da tendência de baixa há um fundo superior ao menor fundo e na seqüência ocorre uma máxima superior ao topo responsável pela quebra da tendência de baixa. Esta confirmação na análise técnica é chamada de pivô de alta. Veja exemplo na figura abaixo:


Quando ocorre a confirmação de uma nova tendência de baixa?

Quando após a quebra da tendência de alta há um topo inferior ao maior topo e na seqüência ocorre uma mínima inferior ao fundo responsável pela quebra da tendência de alta. Esta confirmação na análise técnica é chamada de pivô de baixa. Veja exemplo na figura abaixo:


Suportes e Resistências

Suporte é um nível de preço onde ocorre uma pressão compradora suficiente para interromper ou reverter um movimento de baixa. Resistência é um nível de preço onde ocorre uma pressão vendedora suficiente para interromper ou reverter um movimento de alta.

As resistências e os suportes normalmente estão localizados nos topos e fundos do gráfico, respectivamente. No topo há resistências no maior preço de fechamento e na máxima (extremo). No fundo há suportes no menor preço de fechamento e na mínima (extremo). O gráfico abaixo mostra a identificação dos pontos de resistência e suporte, como também da zona de resistência e suporte.

É melhor traçar linhas de suporte e resistência entre as bordas de áreas de congestionamento em vez de entre preços extremos. As bordas mostram onde massas de investidores mudaram de opinião, ao passo que os pontos extremos refletem apenas o pânico entre os investidores mais fracos.
ALEXANDER ELDER

Zonas de Resistência e Suporte

As zonas de resistência podem ser definidas pela região entre o maior preço de fechamento de um topo até a máxima (extremo) do mesmo, conforme destacado na figura acima. Além disso, podem também ser definidas por uma seqüência de dois os mais topos onde as bordas ou os extremos estão próximos, conforme mostra o gráfico abaixo.


As zonas de suporte podem ser definidas pela região entre o menor preço de fechamento de um fundo até a mínima (extremo) do mesmo. Além disso, podem também ser definidas por uma seqüência de dois os mais fundos onde as bordas ou os extremos estão próximos, conforme mostra o gráfico abaixo.


Mudança de Polaridade

É a conversão de uma antiga resistência em um suporte ou de um antigo suporte em uma resistência. A figura abaixo mostra a mudança de polaridade entre suporte e resistência.


Por que ocorre esta mudança de polaridade?

Imagine que quando os preços se aproximaram do suporte (ponto A) destacado na figura ao lado, você efetuou um compra. No entanto os preços continuam caindo e seu prejuízo aumentando. Você provavelmente pensará: “tomara que aconteça um retorno dos preços para que eu possa vender esta ação e encerrar esta operação com o menor prejuízo possível”. Portanto, quando os preços se aproximarem do ponto B provavelmente ocorrerá uma pressão vendedora proporcionada por outros investidores que estão em uma situação semelhante a sua, formando-se então uma resistência para subida dos preços.

Além disso, há aqueles investidores que gostariam de vender no rompimento do suporte (ponto A), mas perderam o “bonde” e ficaram só ass
istindo a queda do preço. Estes investidores provavelmente já estão pensando: “Se eu tiver uma oportunidade para entrar novamente após um retorno dos preços, com certeza eu venderei”. São estes investidores com objetivos diferentes, um querendo sair e outro querendo entrar, que formarão a pressão vendedora responsável por estabelecer uma resistência no antigo suporte.

Observe a seguir a ocorrência da mudança de polaridade no gráfico semanal do Ibovespa.


Este princípio é mencionado no excelente livro do STEVE NISON – Japanese Candlestick Charting Techniques (second edition).

Linha de Tendência

As linhas de tendência servem para identificar tendências e também funcionam como suporte ou resistência para os preços. Quanto maior for a inclinação da linha de tendência mais forte é a tendência vigente dos preços.

Quando há topos e fundos ascendentes a linha de tendência é traçada ligando as bordas ou os extremos dos fundos. Portanto temos um linha de tendência de alta. Veja o exemplo abaixo:


Quando há topos e fundos descendentes a linha de tendência é traçada ligando as bordas ou os extremos dos topos. Portanto, temos uma linha de tendência de baixa. Veja o exemplo abaixo:

A linha de tendência é muito usada pelos analistas técnicos para direcionar suas operações. Quando a inclinação da linha é para cima normalmente operam comprando. Quando a inclinação é para baixo normalmente operam vendendo. Os pontos preferidos para entrada são geralmente quando a linha de tendência é usada como suporte ou resistência.

Axioma da Intuição

“Só se pode confiar em um palpite que possa ser explicado.”
MAX GUNTHER
livro: Os axiomas de Zurique

03.08.2007 | 2:17

Introdução à Análise Técnica

Publicado na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, por Dalton Vieira

Metodologias usadas na hora de investir

A seguir alguns dos métodos usados para se investir no mercado de ações:

1. Análise Técnica – Também conhecida como análise gráfica, é um método de avaliação que consiste em estudar o comportamento dos preços, através dos seus movimentos no decorrer de um determinado período. O analista técnico busca identificar padrões gráficos que se repetem periodicamente, com o objetivo de auxiliar suas negociações no mercado financeiro.

2. Análise Fundamentalista – Este método de avaliação é baseado em estudar a receita líquida, os balanços patrimoniais, o EBITDA (Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization – o lucro antes das despesas financeiras, impostos, depreciação e amortização), bem como o setor de atuação da empresa e a situação econômica do país. O analista fundamentalista busca saber como está a “saúde” da empresa, visando apoiar sua decisão de investimento.

3. “Achismo” (Bola de Cristal) - Geralmente este é o “método de avaliação” mais usado pelas pessoas que começam a investir em ações. Por meio de notícias veiculadas pelos jornais, televisão e outros, o investidor acha que uma determinada ação vai se valorizar e então decide investir nela. Outra forma também muito usada é seguir “dicas” de outras pessoas, como por exemplo: a ação da empresa X vai subir uns 40% até o final do ano.

Investir em uma ação usando o “achismo”, sem nenhum tipo de avaliação (técnica e/ou fundamentalista), é como comprar boi ou avestruz sem saber se os animais existem e se são de boa qualidade. Normalmente esta “metodologia de investimento” não traz bons resultados, fazendo com que o investidor individual desista de aplicar seu capital em ações após um ou outro prejuízo.

Análise Técnica

“A análise técnica é psicologia social aplicada. Seu objetivo é identificar tendências e mudanças no comportamento das multidões, a fim de tomar decisões inteligentes sobre as operações no mercado.”

O que é o Preço?

Cada ação possui um determinado valor (preço). O que é o preço? É o consenso de valor entre compradores e vendedores ao negociar uma ação. O preço da ação sobe se os compradores estão com mais apetite do que os vendedores. O preço da ação cai se os vendedores estão com mais apetite do que os compradores.

Escala Gráfica

Os estudos da análise técnica são realizados por intermédio de gráficos, limitados por um eixo vertical (Y) de preço e outro horizontal (X) de tempo, conforme exibido na figura abaixo.


Escala Logarítmica versus Aritmética do eixo Y (preço)

# Aritmética – mede os movimentos dos preços em termos unitários.

# Logarítmica – mede os movimentos dos preços em termos percentuais.

Estudo de Caso:
Suponhamos que o preço de uma ação suba de $10,00 para $60,00 em um período. O movimento do preço de $10,00 para $20,00 terá a mesma distância vertical de $50,00 para $60,00, ou seja, 10 pontos na escala aritmética. No entanto, na escala logarítmica a distância vertical não será a mesma. Por quê? Porque quando o preço sobe de $10,00 para $20,00 a valorização é de 100% e quando sobe de $50,00 para $60,00 a valorização é de 20%. Portanto, na escala logarítmica a primeira distância será de 100 pontos e a segunda de 20 pontos.

A seguir dois gráficos mensais nas escalas aritmética e logarítmica. Observe a diferença dos gráficos no eixo Y (preço).



Tipos de Gráfico

Há diversos tipos de gráfico representando a escala preço x tempo. Os 03 tipos mais usados são: Barras, Candlesticks e Linha. Veja abaixo a figura ilustrando cada um destes:


Gráfico de Barras

Cada barra é a representação gráfica da oscilação do preço de um determinado ativo, no decorrer de um período (exemplo: dia, semana ou mês). A barra é constituída de 04 preços. São eles: Abertura, Fechamento, Máxima e Mínima. A seguir a definição de uma barra.


Observe que a barra é uma linha vertical contendo um traço lateral esquero e um direito. O traço esquerdo é o preço de abertura e o direito o preço de fechamento. Se o preço de fechamento for superior ao de abertura, então temos uma barra de alta. Se o preço de fechamento for inferior ao de abertura, então temos uma barra de baixa. Os extremos superior e inferior da barra representam a cotação máxima e mínima, respectivamente, de um ativo em um intervalo de tempo. Quanto mais alta for a barra (linha vertical), maior terá sido a oscilação dos preços (diferença entre a máxima e a mínima) no período.

Veja abaixo um exemplo do gráfico diário de barras, muito utilizado pelos analistas técnicos:


Gráfico de Candlesticks

Cada candlestick (candle), conhecido também como vela, é a representação gráfica da oscilação do preço no decorrer de um determinado período (exemplo: dia, semana ou mês). Os preços que compõem um candle são: Abertura, Fechamento, Máxima e Mínima. Veja abaixo a definição de um candle.


Na figura acima o candle com o corpo de cor branca representa alta, sendo o preço de fechamento superior ao de abertura. O candle com o corpo de cor preta representa baixa, sendo o preço de fechamento inferior ao de abertura.

Os candles são amplamente conhecidos pelos analistas técnicos, pois possuem formações que podem representar padrões de reversão ou continuidade de um tendência de alta ou baixa. Veja abaixo um exemplo do gráfico diário de candles.


Gráfico de Linha

É a representação gráfica do preço de fechamento de cada período por intermédio de uma linha. Veja abaixo um exemplo de um gráfico diário de linha.


Periodicidade

Os analistas técnicos usam determinados tempos gráficos para estudar o comportamento dos preços de um ativo financeiro. Exemplos de alguns tempos gráficos: horário, diário, semanal e mensal. Quanto maior o tempo gráfico usado pelo analista, maior tende a ser a duração (prazo) de suas operações (investimentos).


Cada barra ou candle de um gráfico semanal representa a oscilação dos preços no decorrer da semana (segunda a sexta-feira). Neste caso, o preço de abertura é o valor da primeira negociação ocorrida no início da semana, após a abertura do pregão Bovespa. Já o preço de fechamento é a última negociação ocorrida em uma ação no final da semana, antes do encerramento do pregão. A máxima e mínima da seman
a é o maior e o menor valor negociado, respectivamente, de uma ação no decorrer da semana.

Tempos gráficos inferiores a um dia (horário e minutos) são geralmente usados para realizar operações intraday (daytrade), ou seja, compra e venda de uma ação no mesmo dia.

A seguir alguns exemplos de tempos gráficos:

“A consciência do tempo é um sinal de civilização. As pessoas sensatas têm consciência do tempo, ao passo que alguém que age impulsivamente ignora o tempo. Os analistas de mercado que prestam atenção ao tempo estão conscientes de uma dimensão oculta para as multidões.”
ALEXANDER ELDER

Como usar a periodicidade dos gráficos?

A seguir alguns exemplos de estratégias para se trabalhar com a periodicidade dos gráficos.

1. Ao analisar o gráfico diário de uma ação para identificar os possíveis pontos de entrada em uma operação, primeiramente analise o gráfico semanal. Seu objetivo é operar no gráfico diário a favor da tendência e do grupo dominante (compradores ou vendedores) no gráfico semanal.

2. Ao analisar o gráfico semanal de uma ação para identificar os possíveis pontos de entrada em uma operação, primeiramente analise o gráfico mensal. Seu objetivo é operar no gráfico semanal a favor da tendência e do grupo dominante no gráfico mensal.

Quanto maior o tempo gráfico, maior a importância dos padrões (sinais) gráficos.


Persistência
“Nada no mundo pode tirar o lugar da persistência. O talento não; nada é mais comum do que homens fracassados mas talentosos. O gênio não; gênio não reconhecido é quase um provérbio. A educação também não; o mundo está cheio de homens instruídos desamparados. Persistência e determinação são onipotentes. O lema “vá em frente” resolveu e ainda resolverá os problemas da raça humana.”
CALVIN COOLIDGE

Passo anterior: Introdução ao Mercado de Ações

Próximo passo: Princípios Essenciais

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