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Aprendizado

15.02.2009 | 9:49

Investimentos sem riscos?

Publicado na(s) categoria(s) Aprendizado, por Dalton Vieira

Olá amigos e investidores,

A seguir um belo texto do Fernando Maiola, um dos leitores mais antigos do blog, e que me deu a honra de compartilhá-lo com vocês. Muito obrigado Fernando! Fique à vontade sempre que quiser nos brindar com textos voltados ao aprendizado. Este é o lugar!

Por Fernando Maiola

Investir em renda variável significa correr riscos muito maiores que em renda fixa. Por isso mesmo que os retornos são maiores para quem investe em ações do que para quem coloca o dinheiro na poupança. Isso quer dizer, então, que pessoas conservadoras não devem investir em ações? A resposta é simples: não!

Isso contradiz um pouco a cultura do povo brasileiro, especialmente a classe média, que é a primeira camada da população que tem algum dinheiro disponível e que já pode pensar em investí-lo. O senso comum no Brasil, quando o assunto é “aplicação financeira”, é pensar na tradicional Caderneta de Poupança, por ser uma maneira segura e garantida.

Outra maneira tradicional de se investir são os imóveis (casa, apartamento, terrenos), acredito que pela tangibilidade (as pessoas se sentem seguras em poder ver e tocar o imóvel, em serem donas de algo que possam vender – mesmo que não haja tanta liquidez). Nos últimos anos, vem crescendo a competitividade entre os bancos no país, e com ela, também tem crescido a oferta de produtos financeiros como investimento de baixo risco (fundos de renda fixa e CDBs, por exemplo).

Assim, vê-se que o comportamento médio das pessoas na questão do dinheiro tende a ser o que lhes dá mais segurança e garantia, independentemente do retorno. Então, voltando à primeira questão apresentada, como se pode ser conservador e, ao mesmo tempo, fazer um investimento de risco? Com uma gestão de dinheiro inteligente e consciente.

Gestão de Dinheiro

Gerir seu dinheiro nada mais é do que planejar suas finanças a curto, médio e longo prazos, para que se possa alcançar objetivos e evitar incômodos. É um trabalho não muito difícil do qual a maioria das pessoas foge, por não quererem encarar a realidade, por não quererem diminuir seu padrão de vida ou até mesmo por não enxergarem os benefícios desse planejamento.

Quem não se encaixa em nenhum desses grupos mas tem interesse no assunto justamente por saber da importância do tema, mesmo não tendo a menor afinidade com números e finanças, geralmente busca informações com outras pessoas, na internet ou em mídia especializada. Esse é o primeiro passo para mudar a forma como se trata o dinheiro e, por conseqüência, enxergar de maneira sábia as prioridades sobre sonhos e objetivos de vida.

Após esse importante passo, que não exige muito conhecimento matemático, inicia-se uma fase em que a pessoa pode optar por seguir seu modo de vida ou mudá-lo, mas o mais importante é que suas atitudes serão mais conscientes perante a sua realidade. Vale ressaltar que nem sempre a melhor saída é mudar o estilo de vida, afinal, nem sempre se está com problemas. No caso de não existirem problemas financeiros ou de comportamento, já se pode pensar em investimentos com mais qualidade, ao passo que na presença destes o caminho para bons investimentos acaba sendo um pouco mais árduo, porém igualmente (ou mais) importante.

Primeiros passos:

1. Antes de tudo, para poder controlar suas finanças, você deve medi-las. Isso singifica manter uma planilha eletrônica (ou botar no papel) os seus gastos do dia-a-dia. Após 2 meses já se começa a ter uma noção de onde está indo seu dinheiro. Não há dúvidas de que essa é a maneira mais fácil de compreender se o nível de vida que se está levando é compatível com seu salário.

2. Para quem é assalariado, a principal dica para os iniciantes no assunto é começar guardando no mínimo 10% ao mês do pagamento líquido (ou seja, após as deduções de impostos). Para quem já tem uma ideia de quanto gasta mensalmente, esse valor pode ser ajustado, preferencialmente pra cima. Quanto mais jovem, maior a parcela que deve ser destinada para essa poupança, já que o objetivo dela é usar o poder dos juros compostos a seu favor – poder este que tem efeito “bola de neve” com o passar do tempo.

3. Para quem já tem uma quantia de dinheiro “guardado”, deve-se diversificar os investimentos entre renda fixa e variável de forma inteligente. Existem algumas regras tidas como “padrão” sobre a distribuição percentual entre essas modalidades, porém o ideal é que cada pessoa use uma distribuição personalizada e adaptada ao seu perfil e alinhada com seus objetivos. Para isso, deve-se levar em conta a idade e as taxas de retorno que podem ser obtidas, sendo que os mais jovens, geralmente, podem alocar uma quantidade mais considerável em investimentos de risco, já que têm mais tempo para recuperar eventuais perdas, além de poderem utilizar os ganhos como forma de aumentar seus investimentos – favorecendo e aumentando substancialmente a “bola de neve”.

É justamente nesse ponto que entra a questão de pessoas conservadoras investirem com risco: alocando menos capital em renda variável. Entretanto, é nítido que investir apenas em renda fixa prejudica fortemente os ganhos de investimento no longo prazo, e a segurança obtida não é compensada com nenhum tipo de ganho financeiro. Ao mesmo tempo, os possíveis ganhos em renda variável podem facilmente ser capitalizados no curto/médio prazo e transferidos para a renda fixa como garantia para o futuro.

O problema é que muitas vezes os investidores ficam eufóricos e se sentem confiantes com esses ganhos, e acabam utilizando-os para gastá-los em diversão, lazer ou aquisição de supérfluos, já que esses sentimentos os fazem pensar que esse tipo de ganho é fácil e constante. Por isso mesmo é que o planejamento prévio é de fundamental importância, bem como a disciplina para segui-lo e não se deslumbrar com oscilações de curto prazo.

O investimento em educação é um tipo de investimento imensurável, porém tem retorno garantido. Fazer cursos, ler livros, assistir a palestras e informar-se diariamente sobre o que acontece no mundo é a melhor forma de crescer na vida. Não tenho dúvidas de que o seu dinheiro é um reflexo de sua vida, seu conhecimento e seu comportamento perante as mais diversas situações.

Quem não investe em educação, não cresce, e geralmente tende a ter um comportamento mais orgulhoso e arrogante; assim, o dinheiro dessas pessoas não cresce efetivamente, e acaba fluindo para as pessoas de mente e coração aberto. Se você está lendo esse artigo e/ou se você acessa este site com freqüência, esse problema não lhea feta. A educação financeira é apenas um tipo específico de conhecimento, mas que tem grande poder sobre como você vê e age em todos os outros aspectos de sua vida. Ser financeiramente educado não significa ser “mão-de-vaca”, mas sim aprender como usar seu dinheiro conscientemente para alçar voos mais altos no futuro sem deixar de aproveitar o presente.

No final, o importante é saber que a vida é agora e não podemos deixar de desfrutá-la. Mas como o dinheiro é fundamental no mundo de hoje, deve-se prestar atenção para não deixar que as vontades momentâneas atrapalhem a realização dos sonhos e objetivos de vida.

29.01.2009 | 0:12

Faixa de negociação: risco ou oportunidade?

Publicado na(s) categoria(s) Aprendizado, Carlos Debastiani, por Carlos A. Debastiani

A crise que se instalou na Bolsa de Valores de São Paulo à partir da segunda metade de 2008, e que colocou em polvorosa a grande maioria dos investidores, parece ter encontrado seu termo. Se ainda não temos altos índices de valorização e uma nova tendência de alta vigorosa e determinada (como vimos nos últimos anos), ao menos podemos observar, aliviados, que a tendência de baixa já encontrou seu nível de esgotamento (pelo menos por enquanto).

Em muitos papéis, a violenta queda que desenhava longas barras nos gráficos e verticalizava a inclinação de suas linhas de tendência, já cede lugar a uma formação bem mais horizontalizada. Boa parte das blue chips já apresenta gráficos com movimentos laterais e oscilações de certa magnitude, que demonstram não haver grande disposição para baixa, embora a desconfiança dos investidores e a fragilidade globalizada do cenário internacional ainda não possibilitem a retomada dos negócios (que certamente virá, num futuro não muito distante).

Esse tipo de movimento lateral é bastante comum após períodos de fortes quedas. Me lembro que, durante o mês de Outubro, numa reunião em família, me perguntavam o que eu achava que aconteceria com a bolsa de valores nos próximos meses. Minha previsão foi de que os preços cairiam até atingir os patamares necessários para expulsar todos os investidores comprados que não mais acreditavam no mercado. Uma vez estancada a queda provocada pelo alto volume de vendas, haveria um momento de recomposição, talvez longo, no qual o mercado iniciaria uma reavaliação do cenário e do preço justo a ser pago por cada ação. Esse momento de recomposição seria marcado por movimentos laterais e oscilações de preços, típicos de um mercado indeciso e controverso.

Os gráficos de diversos papéis têm desenhado, nos últimos meses, uma formação que chamamos de faixa de negociação. Alguns analistas a chamam de zona de congestão ou acumulação, mas eu prefiro distinguir a faixa de negociação de uma congestão ou acumulação, por entender que possuem características gráficas diferenciadas.

Numa zona de congestão ou acumulação temos baixa volatilidade e barras quase paralelas nos gráficos (é o típico “andar de lado”). Essa situação é extremamente perigosa para operar, já que não há indícios seguros sobre a vitalidade da pressão de compra ou de venda (que estão totalmente equilibradas) e muito menos sobre qual caminho os preços irão tomar depois que deixarem a região de acumulação.

Nas faixas de negociação, a volatilidade é bem maior e, dependendo de sua extensão, podem dar origem a tendências de curto prazo que permitem até obter lucro negociando com os papéis (se o perfil do investidor for de curto prazo). A faixa de negociação tem linhas visíveis de suporte e resistência e podem oscilar entre ambos por um bom tempo. Da mesma forma como ocorre com a zona de congestão, não sabemos se a faixa de negociação vai originar uma tendência de alta ou de baixa após seu término mas, enquanto isso não acontece, quem estiver disposto a correr algum risco, poderá ganhar dinheiro operando dentro dela, comprando na região de suporte e vendendo na região de resistência.

Determinar esses limites e o momento certo para operar não é tarefa fácil, nem precisa, mas existem ferramentas que permitem identificar tais pontos com relativa margem de acerto. Obviamente, a oportunidade criada pela faixa de negociação não está dissociada de certo grau de risco.

Em meu livro Análise Técnica de Ações, eu traço algumas estratégias envolvendo indicadores técnicos que costumam se comportar muito bem quando aplicados à faixas de negociação, indicando os pontos possíveis de reversão junto a suportes e resistências, particularmente o Estocástico e as Bandas de Bollinger. O indicador OBV, por sua vez, oferece um outro recurso: uma idéia aproximada sobre qual tendência o papel deverá tomar no futuro. Um acréscimo significativo no OBV indica entrada de grande volume de capital e, portanto, existência de pressão de compra, favorável à valorização do papel. De forma análoga, uma queda do OBV teria efeito indicativo contrário, já que a saída de capital forte ensejaria pressão de venda.

Vamos olhar para o gráfico de uma das principais ações do Ibovespa, a VALE5, para avaliar a extensão e a potencialidade de uma dessas faixas de negociação (abaixo).

Clique na imagem abaixo para ampliar


Note quantos topos e fundos se formaram durante os 4 meses em que o papel se encontra nessa faixa de negociação, cujos preços oscilam entre R$ 20,00 e R$ 30,00. Aliás, essa é uma peculiaridade que torna essa faixa de negociação muito interessante. Se tomarmos por base o fundo e o topo mais extremo da formação, computaremos uma lucratividade de quase 50%. Sob o ponto de vista da análise técnica, alguns fatores pesam a favor de um futuro movimento de alta:

  • A existência de fundos cada vez mais altos no decorrer do tempo.
  • A ruptura superior de um triângulo com um gap de corte, no início de Dezembro. Repare como a parede rompida do triângulo foi testada 3 dias depois. Ali formou-se uma região de suporte intermediário, que foi confirmada em 26 de Dezembro por um padrão de candles de dupla configuração (é “Harami de Fundo” e “Pinças de Fundo”, ao mesmo tempo).
  • O comportamento do OBV, que vem apresentando crescimento ao longo do tempo e formou um canal de alta. Repare que os preços que compõem o topo existente no início de Novembro/2008 são os mesmos praticados no final de Janeiro/2009, mas o OBV já está muito acima.
Vivemos um momento de hesitação no mercado brasileiro de ações. Não temos mais a pungente tendência de alta com a qual nos acostumamos no decorrer desta última década. Contudo, não adianta reclamar, é preciso encontrar soluções e novas estratégias para continuar extraindo do mercado aquilo que ele pode nos dar. Operar com objetivo de curto prazo pode ser uma delas. Acredito que muitas das faixas de negociação que estão se formando nesses últimos meses podem perdurar ainda por um bom tempo. Se analisarmos sua extensão e identificarmos ao menos um potencial mínimo de lucro, talvez possamos explorá-las.

Carlos Alberto Debastiani é empresário, investidor e autor dos livros “Candlestick“, “Análise Técnica de Ações” e “Avaliando Empresas, Investindo em Ações“.

02.11.2008 | 10:14

Compras progressivas (PETR4) – Objetivo alcançado: 30/10 (vídeo)

Publicado na(s) categoria(s) Aprendizado, Operações, Petrobras, por Dalton Vieira

No vídeo ao lado apresento a conclusão no dia 30/10 das compras progressivas realizadas na PETR4 – Petrobrás PN. Destaco os pontos de entrada, a quantidade de ações de cada compra e o objetivo desta estratégia. Vale ressaltar que o objetivo deste vídeo é o aprendizado.

Importante: Esta estratégia possui um risco elevado e é executada dentro de um determinado cenário. Por isso, muito cuidado ao incluir a mesma em suas estratégias de investimentos. Estude muito antes!

Nota: Para assistir ao vídeo clique na figura ao lado, aguarde o download na nova janela e depois clique no play. Pressione F11 (tela cheia do navegador) para assistir ao vídeo e repita o procedimento após o término do mesmo.

16.01.2008 | 23:12

Entenda o indicador Clímax

Publicado na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, por Dalton Vieira

O Clímax é um indicador misto criado por Joseph Granville. Sua principal característica é aprensentar momentos em que o mercado, índices ou setores da economia está “sobrecomprado” ou “sobrevendido”.

O cálculo do Clímax é realizado através do saldo das ações que subiram e caíram no dia coerente com o OBV (On Balance Volume). Para exemplificar vamos pegar o índice Bovespa composto atualmente por 64 ações (até o abril/2008). Suponha-se que a ação da VALE5 fechou o dia em alta e seu OBV está acumulando, logo a VALE5 representará +1 no Clímax do Ibovespa.

  • Ação em alta + OBV acumulando = +1
  • Ação em baixa + OBV distribuindo = -1

Observe a seguir a figura demonstrando o cálculo do Clímax em uma determinada ação.

Nota: A figura acima foi extraída da ajuda do software de análise gráfica Winstockchart (site: www.winstockchart.com.br)

Desta forma, o cálculo do Clímax do Ibovespa é a soma dos resultados obtidos em cada ação, conforme explicado acima. Neste caso (IBOV) o valor diário obtido variará entre +64 e -64. Veja uma pequena amostragem desta soma.


O principal sinal do Clímax está na divergência de alta ou baixa na região sobrevendida ou sobrecomprada, respectivamente. O gráfico abaixo exibe uma divergência de alta do Clímax com o Ibovespa no dia 16/01.

* O gráfico acima foi retirado do software de análise gráfica Winstockchart (site: www.winstockchart.com.br)

A divergência de alta sinaliza uma possível alta do Ibovespa para o próximo pregão (17/01). Observe que os pontos onde ocorrem os picos (topos) e os vales (fundos) delimitam as regiões sobrecomprado e sobrevendido, que são os locais a se observar possíveis divergências.

Agora é acompanhar o Ibovespa para verificar se o sinal deixado pelo Clímax se confirma no próximo pregão (17). É importante ressaltar que este é mais um indicador para realizar a leitura do mercado, conforme a LAD. Portanto, este não representa um trade system, ou seja, a divergência de alta não representa por si só um momento para sair comprando. É apenas um sinal a se avaliar junto a outras análises.

Desejo sucesso nos estudos e investimentos. Até breve!

13.01.2008 | 13:05

Entenda a LAD – Linha de Avanços e Declínios

Publicado na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, por Dalton Vieira

A LAD é um indicador misto criado por Joseph Granville. Sua principal característica é monitorar a saúde geral do mercado (todas as ações), índices e setores específicos da economia.

O cálculo da LAD é realizado através do saldo das ações que subiram e caíram no dia. No caso do Ibovespa, que atualmente é composto por 64 ações (até abril 2008), a LAD é o saldo acumulado da quantidade de ações que subiram menos as que caíram em um determinado dia. Desse modo, se no dia X houve 40 ações em alta e 24 em baixa o valor da LAD foi de +16 (alta).

Podemos dizer então que é o chamado “cabo-de-guerra”, de um lado touros (compradores) e do outro ursos (vendedores). Neste caso a força de um touro é igual a de um urso, logo o que faz um lado ganhar ou perder a disputa é a quantidade superior de “puxadores” ao lado oponente. Uma ação em alta é um touro puxando a corda. Por outro lado, uma ação em baixa é um urso puxando a corda. Quando uma ação não fecha em alta nem em baixa (0,00%) este possível participante do cabo-de-guerra fica apenas assistindo a disputa.

Nesta analogia a corda simboliza o mercado, índice (ex.: Ibovespa) ou um setor (ex.: siderurgia). Se em um determinado dia houve mais ursos (ações em baixa) que touros (ações em alta) puxando a corda do Ibovespa, o mais provável é que o índice feche o dia em baixa. Caso o índice feche este dia em alta temos então a chamada divergência de baixa que falarei a seguir, inclusive com exemplos reais ocorridos recentemente.

A tabela abaixo demonstra o cálculo da LAD.


A seguir o gráfico gerado a partir do saldo acumulado da LAD (coluna destacada com a cor verde).


Um dos principais sinais obtidos com este indicador é se a alta ou baixa de um determinado índice, setor ou mercado como um todo está coerente ou divergente com a LAD. Por exemplo: nos dias 28/12/2007 e 03/01/2008 o Ibovespa fechou o dia em alta, porém nestes dias o número de ursos foi superior ao de touros. Portanto, a LAD do Ibovespa nestes dias ficou negativa (queda) ocasionando uma divergência de baixa.

Esta divergência de baixa sinaliza que a maior probabilidade do Ibovespa é acompanhar a queda registrada pela LAD. Observe no gráfico* abaixo as divergências sinalizadas com as setas vermelhas e que no dia seguinte o IBOV (linha azul) fecha em baixa acompanhando a LAD (linha vermelha).

* Gráfico extraído do programa de análise gráfica Winstockchart, disponível para download no site www.winstockchart.com.br.

Outro sinal interessante que a LAD produz é através do rompimento de uma resistência ou suporte. Veja no gráfico acima que o fundo da LAD (linha vermelha) sinalizado com a seta azul é inferior ao fundo anterior. No entanto, o fundo do Ibovespa (linha azul) sinalizado também com a seta azul não é inferior ao fundo anterior. Neste caso o sinal é que há uma maior probabilidade do Ibovespa fazer o mesmo que a LAD, romper o fundo (valor de fechamento) do dia 17/12/2007.

Agora é a acompanhar o Ibovespa para verificar se o sinal deixado pela LAD se confirma nos próximos pregões.

Desejo sucesso nos estudos e investimentos. Até breve!

03.09.2007 | 20:45

Princípios Essenciais

Publicado na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, por Dalton Vieira

Dando continuidade a série de artigos voltados para o Aprendizado da Análise Técnica, neste artigo descreverei os princípios fundamentais para fazer a análise gráfica de qualquer ação.

“A vontade de se preparar tem de ser maior que a vontade de vencer.”
BOB KNIGHT
fonte: Transformando suor em ouro – Bernadinho

Movimentos

O preço de uma ação movimenta-se somente em 03 direções. São elas:

1. Para cima
2. Para baixo
3. Lateralmente

Os preços movimentam-se para cima ou para baixo por causa de dois sentimentos impregnados no mercado financeiro: Ganância e Medo. O preço sobe devido à ganância dos compradores e medo dos vendedores. O preço cai por causa da ganância dos vendedores e medo dos compradores.

Topos e Fundos

A partir do momento que o sentimento de ganância dos compradores dá lugar ao medo e o medo dos vendedores dá lugar a ganância, então há a formação de um Topo no gráfico. Por outro lado, se o sentimento de ganância dos vendedores dá lugar ao medo e o medo dos compradores dá lugar a ganância, então há a formação de um Fundo no gráfico. Esta mudança de sentimentos dos compradores e vendedores é destacada no gráfico através do Ponto de retorno, conforme mostra a figura abaixo.


O topo é antecedido por duas ou mais barras ou candles ascendentes e é marcado após o surgimento de um ponto de retorno. O fundo é antecedido por duas ou mais barras ou candles descendentes e também é marcado após o surgimento de um ponto de retorno. O ponto de retorno é a quebra da seqüência do movimento de alta ou baixa.

A seguir exemplo da marcação dos topos e fundos no gráfico semanal do Ibovespa.


A identificação dos topos e fundos na análise técnica é essencial, pois são através deles que são definidos outros princípios importantes, como os suportes, as resistências e a tendência de uma determinada ação.

Tendência

Uma tendência de alta é definida por topos e fundos ascendentes, enquanto que uma tendência de baixa é definida por topos e fundos descendentes. Quanto maior o tempo gráfico mais importante é o significado da tendência dos preços. Portanto, a tendência do gráfico semanal é mais importante do que a do diário.

A seguir exemplo de um gráfico em tendência de alta. Perceba que os topos e fundos são mais altos que os anteriores, logo ascendentes.


A seguir exemplo de um gráfico em tendência de baixa. Perceba que os topos e fundos são mais baixos que os anteriores, logo descendentes.


Os preços também podem ficar em uma faixa de negociação chamada pelos analistas técnicos de congestão, significando uma indecisão por parte dos investidores. A congestão ocorre quando o topo atual não supera o topo anterior e o fundo atual não supera o fundo anterior. Na maior parte do tempo os preços ficam em faixas de negociação. A seguir o gráfico do Ibovespa em faixa de negociação (congestão).

Perceba que após o movimento de baixa entre o primeiro topo e fundo, destacados pela inicial maiúscula, o gráfico semanal do Ibovespa fica congestionado. Por que congestionado? Porque não há um movimento de alta superando a máxima do primeiro Topo, nem um movimento de baixa superando a mínima do primeiro Fundo. Quanto maior for o tempo que os preços permanecerem em faixa de negociação, mais importante será o rompimento da resistência ou suporte desta congestão.

Nas tendências de alta, cada subida do mercado atinge um ponto mais alto do que a anterior e cada declínio pára em um ponto mais alto do que o precedente. Nas tendências de baixa, cada declínio cai para um ponto mais baixo do que o anterior e cada subida cessa em nível mais baixo do que o precedente. Nas faixas de negociação, a maioria das subidas pára mais ou menos na mesma altura e os declínios cessam mais ou menos no mesmo ponto.

Quando há a quebra ou reversão de uma tendência de alta?

Quando há o rompimento da mínima do fundo que antecede o último movimento de alta dos topos e fundos ascendentes. A figura abaixo ilustra a quebra de um tendência de alta.


Quando há a quebra de uma tendência de baixa?

Quando há o rompimento da máxima do topo que antecede o último movimento de baixa dos topos e fundos descendentes. A figura abaixo ilustra a quebra de uma tendência de baixa. Observe que neste exemplo antes de ocorrer a quebra da tendência de baixa há um topo e fundo secundários. Eles são secundários porque estão entre a máxima e mínima do último movimento de baixa, ou seja, não superam o topo e fundo anteriores.


Quando ocorre a confirmação de uma nova tendência de alta?

Quando após a quebra da tendência de baixa há um fundo superior ao menor fundo e na seqüência ocorre uma máxima superior ao topo responsável pela quebra da tendência de baixa. Esta confirmação na análise técnica é chamada de pivô de alta. Veja exemplo na figura abaixo:


Quando ocorre a confirmação de uma nova tendência de baixa?

Quando após a quebra da tendência de alta há um topo inferior ao maior topo e na seqüência ocorre uma mínima inferior ao fundo responsável pela quebra da tendência de alta. Esta confirmação na análise técnica é chamada de pivô de baixa. Veja exemplo na figura abaixo:


Suportes e Resistências

Suporte é um nível de preço onde ocorre uma pressão compradora suficiente para interromper ou reverter um movimento de baixa. Resistência é um nível de preço onde ocorre uma pressão vendedora suficiente para interromper ou reverter um movimento de alta.

As resistências e os suportes normalmente estão localizados nos topos e fundos do gráfico, respectivamente. No topo há resistências no maior preço de fechamento e na máxima (extremo). No fundo há suportes no menor preço de fechamento e na mínima (extremo). O gráfico abaixo mostra a identificação dos pontos de resistência e suporte, como também da zona de resistência e suporte.

É melhor traçar linhas de suporte e resistência entre as bordas de áreas de congestionamento em vez de entre preços extremos. As bordas mostram onde massas de investidores mudaram de opinião, ao passo que os pontos extremos refletem apenas o pânico entre os investidores mais fracos.
ALEXANDER ELDER

Zonas de Resistência e Suporte

As zonas de resistência podem ser definidas pela região entre o maior preço de fechamento de um topo até a máxima (extremo) do mesmo, conforme destacado na figura acima. Além disso, podem também ser definidas por uma seqüência de dois os mais topos onde as bordas ou os extremos estão próximos, conforme mostra o gráfico abaixo.


As zonas de suporte podem ser definidas pela região entre o menor preço de fechamento de um fundo até a mínima (extremo) do mesmo. Além disso, podem também ser definidas por uma seqüência de dois os mais fundos onde as bordas ou os extremos estão próximos, conforme mostra o gráfico abaixo.


Mudança de Polaridade

É a conversão de uma antiga resistência em um suporte ou de um antigo suporte em uma resistência. A figura abaixo mostra a mudança de polaridade entre suporte e resistência.


Por que ocorre esta mudança de polaridade?

Imagine que quando os preços se aproximaram do suporte (ponto A) destacado na figura ao lado, você efetuou um compra. No entanto os preços continuam caindo e seu prejuízo aumentando. Você provavelmente pensará: “tomara que aconteça um retorno dos preços para que eu possa vender esta ação e encerrar esta operação com o menor prejuízo possível”. Portanto, quando os preços se aproximarem do ponto B provavelmente ocorrerá uma pressão vendedora proporcionada por outros investidores que estão em uma situação semelhante a sua, formando-se então uma resistência para subida dos preços.

Além disso, há aqueles investidores que gostariam de vender no rompimento do suporte (ponto A), mas perderam o “bonde” e ficaram só ass
istindo a queda do preço. Estes investidores provavelmente já estão pensando: “Se eu tiver uma oportunidade para entrar novamente após um retorno dos preços, com certeza eu venderei”. São estes investidores com objetivos diferentes, um querendo sair e outro querendo entrar, que formarão a pressão vendedora responsável por estabelecer uma resistência no antigo suporte.

Observe a seguir a ocorrência da mudança de polaridade no gráfico semanal do Ibovespa.


Este princípio é mencionado no excelente livro do STEVE NISON – Japanese Candlestick Charting Techniques (second edition).

Linha de Tendência

As linhas de tendência servem para identificar tendências e também funcionam como suporte ou resistência para os preços. Quanto maior for a inclinação da linha de tendência mais forte é a tendência vigente dos preços.

Quando há topos e fundos ascendentes a linha de tendência é traçada ligando as bordas ou os extremos dos fundos. Portanto temos um linha de tendência de alta. Veja o exemplo abaixo:


Quando há topos e fundos descendentes a linha de tendência é traçada ligando as bordas ou os extremos dos topos. Portanto, temos uma linha de tendência de baixa. Veja o exemplo abaixo:

A linha de tendência é muito usada pelos analistas técnicos para direcionar suas operações. Quando a inclinação da linha é para cima normalmente operam comprando. Quando a inclinação é para baixo normalmente operam vendendo. Os pontos preferidos para entrada são geralmente quando a linha de tendência é usada como suporte ou resistência.

Axioma da Intuição

“Só se pode confiar em um palpite que possa ser explicado.”
MAX GUNTHER
livro: Os axiomas de Zurique

03.08.2007 | 2:17

Introdução à Análise Técnica

Publicado na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, por Dalton Vieira

Metodologias usadas na hora de investir

A seguir alguns dos métodos usados para se investir no mercado de ações:

1. Análise Técnica – Também conhecida como análise gráfica, é um método de avaliação que consiste em estudar o comportamento dos preços, através dos seus movimentos no decorrer de um determinado período. O analista técnico busca identificar padrões gráficos que se repetem periodicamente, com o objetivo de auxiliar suas negociações no mercado financeiro.

2. Análise Fundamentalista – Este método de avaliação é baseado em estudar a receita líquida, os balanços patrimoniais, o EBITDA (Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization – o lucro antes das despesas financeiras, impostos, depreciação e amortização), bem como o setor de atuação da empresa e a situação econômica do país. O analista fundamentalista busca saber como está a “saúde” da empresa, visando apoiar sua decisão de investimento.

3. “Achismo” (Bola de Cristal) - Geralmente este é o “método de avaliação” mais usado pelas pessoas que começam a investir em ações. Por meio de notícias veiculadas pelos jornais, televisão e outros, o investidor acha que uma determinada ação vai se valorizar e então decide investir nela. Outra forma também muito usada é seguir “dicas” de outras pessoas, como por exemplo: a ação da empresa X vai subir uns 40% até o final do ano.

Investir em uma ação usando o “achismo”, sem nenhum tipo de avaliação (técnica e/ou fundamentalista), é como comprar boi ou avestruz sem saber se os animais existem e se são de boa qualidade. Normalmente esta “metodologia de investimento” não traz bons resultados, fazendo com que o investidor individual desista de aplicar seu capital em ações após um ou outro prejuízo.

Análise Técnica

“A análise técnica é psicologia social aplicada. Seu objetivo é identificar tendências e mudanças no comportamento das multidões, a fim de tomar decisões inteligentes sobre as operações no mercado.”

O que é o Preço?

Cada ação possui um determinado valor (preço). O que é o preço? É o consenso de valor entre compradores e vendedores ao negociar uma ação. O preço da ação sobe se os compradores estão com mais apetite do que os vendedores. O preço da ação cai se os vendedores estão com mais apetite do que os compradores.

Escala Gráfica

Os estudos da análise técnica são realizados por intermédio de gráficos, limitados por um eixo vertical (Y) de preço e outro horizontal (X) de tempo, conforme exibido na figura abaixo.


Escala Logarítmica versus Aritmética do eixo Y (preço)

# Aritmética – mede os movimentos dos preços em termos unitários.

# Logarítmica – mede os movimentos dos preços em termos percentuais.

Estudo de Caso:
Suponhamos que o preço de uma ação suba de $10,00 para $60,00 em um período. O movimento do preço de $10,00 para $20,00 terá a mesma distância vertical de $50,00 para $60,00, ou seja, 10 pontos na escala aritmética. No entanto, na escala logarítmica a distância vertical não será a mesma. Por quê? Porque quando o preço sobe de $10,00 para $20,00 a valorização é de 100% e quando sobe de $50,00 para $60,00 a valorização é de 20%. Portanto, na escala logarítmica a primeira distância será de 100 pontos e a segunda de 20 pontos.

A seguir dois gráficos mensais nas escalas aritmética e logarítmica. Observe a diferença dos gráficos no eixo Y (preço).



Tipos de Gráfico

Há diversos tipos de gráfico representando a escala preço x tempo. Os 03 tipos mais usados são: Barras, Candlesticks e Linha. Veja abaixo a figura ilustrando cada um destes:


Gráfico de Barras

Cada barra é a representação gráfica da oscilação do preço de um determinado ativo, no decorrer de um período (exemplo: dia, semana ou mês). A barra é constituída de 04 preços. São eles: Abertura, Fechamento, Máxima e Mínima. A seguir a definição de uma barra.


Observe que a barra é uma linha vertical contendo um traço lateral esquero e um direito. O traço esquerdo é o preço de abertura e o direito o preço de fechamento. Se o preço de fechamento for superior ao de abertura, então temos uma barra de alta. Se o preço de fechamento for inferior ao de abertura, então temos uma barra de baixa. Os extremos superior e inferior da barra representam a cotação máxima e mínima, respectivamente, de um ativo em um intervalo de tempo. Quanto mais alta for a barra (linha vertical), maior terá sido a oscilação dos preços (diferença entre a máxima e a mínima) no período.

Veja abaixo um exemplo do gráfico diário de barras, muito utilizado pelos analistas técnicos:


Gráfico de Candlesticks

Cada candlestick (candle), conhecido também como vela, é a representação gráfica da oscilação do preço no decorrer de um determinado período (exemplo: dia, semana ou mês). Os preços que compõem um candle são: Abertura, Fechamento, Máxima e Mínima. Veja abaixo a definição de um candle.


Na figura acima o candle com o corpo de cor branca representa alta, sendo o preço de fechamento superior ao de abertura. O candle com o corpo de cor preta representa baixa, sendo o preço de fechamento inferior ao de abertura.

Os candles são amplamente conhecidos pelos analistas técnicos, pois possuem formações que podem representar padrões de reversão ou continuidade de um tendência de alta ou baixa. Veja abaixo um exemplo do gráfico diário de candles.


Gráfico de Linha

É a representação gráfica do preço de fechamento de cada período por intermédio de uma linha. Veja abaixo um exemplo de um gráfico diário de linha.


Periodicidade

Os analistas técnicos usam determinados tempos gráficos para estudar o comportamento dos preços de um ativo financeiro. Exemplos de alguns tempos gráficos: horário, diário, semanal e mensal. Quanto maior o tempo gráfico usado pelo analista, maior tende a ser a duração (prazo) de suas operações (investimentos).


Cada barra ou candle de um gráfico semanal representa a oscilação dos preços no decorrer da semana (segunda a sexta-feira). Neste caso, o preço de abertura é o valor da primeira negociação ocorrida no início da semana, após a abertura do pregão Bovespa. Já o preço de fechamento é a última negociação ocorrida em uma ação no final da semana, antes do encerramento do pregão. A máxima e mínima da seman
a é o maior e o menor valor negociado, respectivamente, de uma ação no decorrer da semana.

Tempos gráficos inferiores a um dia (horário e minutos) são geralmente usados para realizar operações intraday (daytrade), ou seja, compra e venda de uma ação no mesmo dia.

A seguir alguns exemplos de tempos gráficos:

“A consciência do tempo é um sinal de civilização. As pessoas sensatas têm consciência do tempo, ao passo que alguém que age impulsivamente ignora o tempo. Os analistas de mercado que prestam atenção ao tempo estão conscientes de uma dimensão oculta para as multidões.”
ALEXANDER ELDER

Como usar a periodicidade dos gráficos?

A seguir alguns exemplos de estratégias para se trabalhar com a periodicidade dos gráficos.

1. Ao analisar o gráfico diário de uma ação para identificar os possíveis pontos de entrada em uma operação, primeiramente analise o gráfico semanal. Seu objetivo é operar no gráfico diário a favor da tendência e do grupo dominante (compradores ou vendedores) no gráfico semanal.

2. Ao analisar o gráfico semanal de uma ação para identificar os possíveis pontos de entrada em uma operação, primeiramente analise o gráfico mensal. Seu objetivo é operar no gráfico semanal a favor da tendência e do grupo dominante no gráfico mensal.

Quanto maior o tempo gráfico, maior a importância dos padrões (sinais) gráficos.


Persistência
“Nada no mundo pode tirar o lugar da persistência. O talento não; nada é mais comum do que homens fracassados mas talentosos. O gênio não; gênio não reconhecido é quase um provérbio. A educação também não; o mundo está cheio de homens instruídos desamparados. Persistência e determinação são onipotentes. O lema “vá em frente” resolveu e ainda resolverá os problemas da raça humana.”
CALVIN COOLIDGE

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25.07.2007 | 22:45

Introdução ao Mercado de Ações

Publicado na(s) categoria(s) Aprendizado, por Dalton Vieira

O que são Ações?

Ações são títulos que representam uma fração do capital de uma empresa. Ao investir em ações você se torna um acionista, ou seja, um co-proprietário da empresa. Você ganha dinheiro investindo em ações quando há a valorização da ação em um determinado período e também através do recebimento de dividendos. Os dividendos são uma parte do lucro líquido da empresa que é distribuído aos seus acionistas.

Por que ao investir em ações você está colaborando diretamente com a economia do país?

Porque é desta forma que as empresas conseguem captar recursos mais baratos para crescer, gerar empregos, pagar mais impostos e consequentemente colaborar para o crescimento econômico do país. Quanto mais desenvolvido for o mercado de capitais no Brasil, mais desenvolvida será a sua economia.

Lei dos Rendimentos
“A sua remuneração se dará na proporção direta do valor que você agregar, de acordo com o mercado.”


Tipos de ação

# Ordinárias (ON) – que concedem direito de voto nas assembleias deliberativas da empresa.

# Preferenciais (PN) – que não concedem direito de voto nas assembleias, mas oferecem preferência no recebimento de dividendos (distribuição de resultados) da empresa.

Formas de negociação

As ações são negociadas em unidades ou lotes. Os lotes de ações podem ser:

# Lote Padrão – é uma quantidade mínima de ações a serem negociadas. Geralmente é um número inteiro múltiplo de 100, 1.000 e assim por diante.

# Fracionário – é uma quantidade inferior ao lote padrão. Exemplo: o lote padrão da Vale R Doce PNA (código: VALE5) é de 100 ações ou múltiplos deste valor. Caso você queira comprar 95 ações da VALE5, número este inferior ao lote padrão, será necessário recorrer ao mercado fracionário, diferenciado pela letra F ao final do código da ação (VALE5F). Caso você compre 160 ações da VALE5, a sua compra será realizada da seguinte forma: 01 lote padrão (VALE5) + 60 ações no fracionário (VALE5F).

Qual a desvantagem de negociar no fracionário?

A desvantagem é que a liquidez é menor, ou seja, a diferença entre o preço de compra e venda (spread) é maior do que a de um lote padrão. Exemplo: No dia 25/07 a VALE5 (lote padrão) estava com ordem de compra a $78,55 e ordem de venda a $78,60, logo com spread de 05 centavos (excelente liquidez). Já a VALE5F (fracionário) estava com ordem de compra a $78,50 e ordem de venda a $79,48, logo com spread de quase 01 real (liquidez bem inferior ao lote padrão). Parece pouco esta diferença? Então observe o exemplo abaixo:

Exemplo:

Você compra 01 lote padrão da VALE5 ao preço de $78,60. O valor financeiro desta transação será de $7.860,00. A título de exemplo vamos calcular esta mesma quantidade de ações (100) no fracionário. Você compraria VALE5F a $79,48 e desembolsaria $7.948,00. O seu custo inicial aumentaria em 1,12%. Observe que esta diferença já representa um valor superior a rentabilidade mensal de um fundo de renda fixa.

Desta forma, dê preferência a negociar um número de ações múltiplo do lote padrão. No caso da VALE5 seria 100, 200, 300, etc.

Liquidez

É o grau de agilidade na conversão de um investimento em dinheiro, sem perda significativa de valor. Um investimento tem maior liquidez, quanto mais fácil for a conversão em dinheiro e quanto menor for a perda de valor envolvida nesta transação.

1. Quanto mais fácil for a conversão em dinheiro – significa que quanto maior for o número de compradores, vendedores e de ações que eles desejam negociar, mais fácil será a conversão destas ações em dinheiro.

2. Quanto menor for a perda de valor envolvida nesta transação – significa que quanto menor for a diferença entre as melhores ofertas de compra e venda (spread), menor será a perda de valor envolvida na negociação.

Explorando mais o item 2, diria que o mais importante é avaliar o que o spread representa em termos percentuais do valor da ação. Como podemos realizar este cálculo? Veja a fórmula abaixo:


Exemplo:

Vamos simular uma compra com o valor das ofertas de compra e venda da VALE5F (fracionário), mencionado no exemplo anterior. VV = $79,48 e VC = $78,50. Usando a fórmula acima temos uma DP de 1,23%. O que este valor significa? Significa que ao comprar VALE5F a $79,48, a transação já está com um deságio de 1,23%, pois para vender a VALE5F a melhor oferta de compra é de $78,50. No entato, se a operação de compra fosse de um lote padrão da VALE5, a DP seria igual a 0,06%.

Portanto, quanto menor a DP, maior é a liquidez de uma determinada ação. Este é um ponto importante a se observar, principalmente em investimentos de curto prazo. Há casos em que a DP chega quase a 10% em ações de baixa liquidez. Nestes casos você já entra na ação “perdendo” 10% do seu capital, imagine se ainda houver uma desvalorização no preço da ação.

Através do gráfico também é possível identificar a liquidez das ações, mas nada melhor do que no momento da negociação.

Corretoras de Valores

São instituições financeiras que intermedeiam suas operações na bolsa de valores.

Veja também: Corretoras membros da Bovespa que possuem Home Broker.

As corretoras são credenciadas pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), Banco Central e a própria Bovespa.

Formas de envio das ordens

As suas ordens de compra e venda de ações podem ser enviadas para a sua corretora pelo:

# Telefone – um profissional especializado (operador) executará sua ordem através do sistema de negociação da Bolsa;

# Home Broker – sua ordem será enviada diretamente ao sistema de negociação da Bolsa, sem o intermédio de um profissional especializado.

Home Broker

É um sistema fornecido por uma corretora que o habilita a efetuar, através da internet, compra e venda de ações. Veja abaixo o que é necessário para obter acesso a um Home Broker.

# Conta em uma corretora;

# Computador;

# Acesso à internet.

Custos Operacionais

A seguir os custos operacionais ao investir no mercado acionário através de uma corretora:

# Corretagem – É o valor cobrado por uma corretora para executar as ordens de compra ou venda de ações enviadas por você. Este valor pode ser fixo ou calculado por faixas sobre o movimento financeiro total do dia.

## Valor Fixo – Independente do valor do seu investimento é cobrado um valor fixo (exemplo: R$ 20,00) por operação, ou seja, R$ 20,00 no momento da compra e mais R$ 20,00 no momento da venda.

## Valor Calculado – É baseado no movimento financeiro total (valor operado) no dia. Há várias faixas de valores onde é aplicado um percentual e um valor fixo.

Estudo de Caso:

Um corretora X cobra R$ 20,00 fixo sobre cada operação. Em uma determinada faixa de negociação (ex.: de R$ 0,00 a R$ 10.000,00) a corretora Y cobra 0,30% sobre o valor negociado, mais R$ 10,00 fixo . Suponhamos que você investiu R$ 5.000,00 comprando ações de uma determinada empresa.

Na corretora X o custo com a corretagem será de R$ 20,00 representando 0,4% do valor investido. Na corretora Y o custo da corretagem será 0,30% do valor investido (R$ 15,00) mais o valor fixo de R$ 10,00, ou seja, um total de R$ 25,00, representando 0,5% do valor investido. Neste caso é mais interessante optar pela corretora que cobra um valor fixo por operação.


#
Emolumentos – É a taxa operacional cobrada pela Bovespa. Há dois tipos de cobrança:

## Operações normais – A taxa cobrada é de 0,035% do valor da operação.

O que é uma operação normal? É, por exemplo, uma operação de compra efetuada hoje que somente será encerrada (venda) no mínimo 01 dia após a compra.

## Operações daytrade – A taxa cobrada é de 0,025% do valor da operação.

O que é uma operação daytrade? É, por exemplo, uma operação de compra realizada hoje que é encerrada (venda) no mesmo dia da compra.

Custódia

É a taxa cobrada mensalmente por algumas corretoras com o objetivo da manutenção da sua carteira de ações e o recebimento de dividendos.

Sucesso
“O sucesso é o resultado da prática constante de fundamentos e ações vencedoras. Não há nada de milagroso no processo, nem sorte envolvida. Amadores aspiram, profissionais trabalham.”

21.07.2007 | 1:13

Preço de Fechamento

Publicado na(s) categoria(s) Aprendizado, por Dalton Vieira

Por que costumo mencionar o preço de fechamento em minhas análises? As frases abaixo respondem esta pergunta.

“O preço de fechamento das barras diárias ou semanais tendem a refletir as negociações dos investidores profissionais.”

“A principal vantagem do gráfico candelabro* é o foco na luta entre amadores, que controlam a abertura, profissionais, que controlam o fechamento.”

Frases extraídas do excelente livro “Como se transformar em um operador e investidor de sucesso” – ALEXANDER ELDER

Os meus estudos e observações sobre o comportamento dos preços confirmam a afirmação do Elder.

*gráfico candelabro = gráfico de candlesticks

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