Pular a navegação e ir direto para o conteúdo


Aprendizado

27.02.2009 | 23:37

De onde vem o valor de uma opção

Publicado na(s) categoria(s) Aprendizado, Elvis Pfützenreuter, Opção, por Aluno

Olá amigos e investidores,

A seguir um excelente artigo gentilmente enviado ao blog por Elvis Pfützenreuter, autor do livro Investindo no Mercado de Opções. Muito obrigado Elvis!

No dia 18 de fevereiro a ação preferencial da Vale (VALE5) fechou cotada em R$ 29,61. Já a opção de compra VALEC30, que dá o direito de comprar VALE5 a R$ 30,00 até o dia 16 de março, fechou o dia cotada a R$ 1,72.

Podemos afirmar que, neste momento, a opção VALEC30 não vale “nada” — já que podemos comprar VALE5 no mercado a R$ 29,61, para que pagar R$ 30,00? No entanto, o preço da opção é R$ 1,72. Assumindo que os compradores saibam o que estão fazendo, como podemos fundamentar este valor?

O valor de uma opção provém de três fontes: o valor intrínseco, do prazo até o vencimento, e da taxa de juros.

O mais fácil de entender é o valor intrínseco, que é o quanto a opção “realmente” vale, segundo uma análise inicial. A opção VALEC30 supracitada não tem nenhum valor intrínseco, pois não adianta nada exercer o direito que ela nos dá (comprar VALE5 a R$ 30,00).

Por outro lado, tomemos a opção VALEC28, que vence no mesmo dia porém dá o direito de comprar VALE5 a R$ 28,00. Esta já é mais interessante e tem valor intrínseco de R$ 1,61, que é a diferença entre R$ 28,00 e R$ 29,61.

A opção VALEC28 fechou cotada a R$ 2,84. Deste valor, R$ 1,61 corresponde ao valor intrínseco, e o resto (R$ 1,23) deve-se ao tempo e à taxa de juros. Esse resto é denominado valor extrínseco. Assim, o valor extrínseco divide-se entre tempo e juros.

O valor do tempo é análogo ao prêmio pago por um seguro de automóvel. A equação básica de um seguro qualquer é: risco X tempo. Quanto maior o risco do sinistro e/ou quanto maior o tempo de cobertura do seguro, mais caro ele vai ser.

No caso de um seguro normal, o prêmio costuma variar linearmente com o tempo. Já o prêmio de uma opção aumenta proporcionalmente à raiz quadrada do tempo. Isto acontece porque a ação subjacente (no caso, VALE5) pode recuperar-se após uma grande queda (ou cair muito depois de subir), enquanto um carro capotado ou uma casa incendiada nunca vão retornar ao seu estado original espontaneamente.

O “risco” de uma opção é geralmente baseado na volatilidade da ação subjacente. Volatilidade é a variação nos ganhos que a ação proporciona, e esta variação é geralmente aceita como medida de risco (pelo menos enquanto não inventarem outra métrica melhor).

Bem, a terceira e última parte do valor de uma opção deve-se à taxa de juros. Como a opção de compra nos garante um preço fixo no futuro (R$ 30,00 para VALEC30), e como não existe
almoço grátis, o valor da opção embute juros sobre estes R$ 30,00 de hoje até o vencimento em 16 de março.

Considerando, grosseiramente, a taxa-base de juros de 12% ao ano e o prazo até o vencimento de um mês, os R$ 30,00 em março valem apenas R$ 29,70 hoje — o que coloca a opção 30 centavos mais próxima de ter algum valor intrínseco.

Usando uma calculadora Black e Scholes como esta, podemos descobrir por tentativa-e-erro que os juros de VALEC30 correspondem a R$ 0,11 do valor da opção.

É importante mencionar que os juros aumentam o valor de uma opção de compra — o que significa que o comprador paga os juros. Mas os juros *diminuem* o valor de uma opção de venda — ou seja, nestas últimas é o vendedor quem paga os juros. Assim:

  • Valor da opção de compra = intrínseco + tempo + juros
  • Valor da opção de venda = intrínseco + tempo – juros

Isto é congruente com o fato dos seguros de automóveis (análogos a opções de venda) ficarem mais baratos conforme sobe a taxa de juros. O motivo é que a seguradora pode aplicar o dinheiro do prêmio e extrair um lucro extra dele.

No próximo artigo, falarei um pouco sobre venda coberta de opções de compra, minha estratégia predileta, que ensejará mais algumas considerações sobre taxa de juros.

Meu nome é Elvis Pfützenreuter, sou pesquisador na área de ciência da computação. Também tenho grande interesse em finanças, tanto para fins de investimento pessoal como por curiosidade científica. Recentemente, escrevi um livro (ao lado) a respeito de opções, que talvez interesse a investidores que desejem conhecer melhor estes ativos.

Nota:
Use o código DALTONVIEIRA no momento da compra deste livro e ganhe 20% de desconto! Esta é uma promoção exclusiva da Novatec Editora em parceria com o blog daltonvieira.com.

15.02.2009 | 9:49

Investimentos sem riscos?

Publicado na(s) categoria(s) Aprendizado, por Dalton Vieira

Olá amigos e investidores,

A seguir um belo texto do Fernando Maiola, um dos leitores mais antigos do blog, e que me deu a honra de compartilhá-lo com vocês. Muito obrigado Fernando! Fique à vontade sempre que quiser nos brindar com textos voltados ao aprendizado. Este é o lugar!

Por Fernando Maiola

Investir em renda variável significa correr riscos muito maiores que em renda fixa. Por isso mesmo que os retornos são maiores para quem investe em ações do que para quem coloca o dinheiro na poupança. Isso quer dizer, então, que pessoas conservadoras não devem investir em ações? A resposta é simples: não!

Isso contradiz um pouco a cultura do povo brasileiro, especialmente a classe média, que é a primeira camada da população que tem algum dinheiro disponível e que já pode pensar em investí-lo. O senso comum no Brasil, quando o assunto é “aplicação financeira”, é pensar na tradicional Caderneta de Poupança, por ser uma maneira segura e garantida.

Outra maneira tradicional de se investir são os imóveis (casa, apartamento, terrenos), acredito que pela tangibilidade (as pessoas se sentem seguras em poder ver e tocar o imóvel, em serem donas de algo que possam vender – mesmo que não haja tanta liquidez). Nos últimos anos, vem crescendo a competitividade entre os bancos no país, e com ela, também tem crescido a oferta de produtos financeiros como investimento de baixo risco (fundos de renda fixa e CDBs, por exemplo).

Assim, vê-se que o comportamento médio das pessoas na questão do dinheiro tende a ser o que lhes dá mais segurança e garantia, independentemente do retorno. Então, voltando à primeira questão apresentada, como se pode ser conservador e, ao mesmo tempo, fazer um investimento de risco? Com uma gestão de dinheiro inteligente e consciente.

Gestão de Dinheiro

Gerir seu dinheiro nada mais é do que planejar suas finanças a curto, médio e longo prazos, para que se possa alcançar objetivos e evitar incômodos. É um trabalho não muito difícil do qual a maioria das pessoas foge, por não quererem encarar a realidade, por não quererem diminuir seu padrão de vida ou até mesmo por não enxergarem os benefícios desse planejamento.

Quem não se encaixa em nenhum desses grupos mas tem interesse no assunto justamente por saber da importância do tema, mesmo não tendo a menor afinidade com números e finanças, geralmente busca informações com outras pessoas, na internet ou em mídia especializada. Esse é o primeiro passo para mudar a forma como se trata o dinheiro e, por conseqüência, enxergar de maneira sábia as prioridades sobre sonhos e objetivos de vida.

Após esse importante passo, que não exige muito conhecimento matemático, inicia-se uma fase em que a pessoa pode optar por seguir seu modo de vida ou mudá-lo, mas o mais importante é que suas atitudes serão mais conscientes perante a sua realidade. Vale ressaltar que nem sempre a melhor saída é mudar o estilo de vida, afinal, nem sempre se está com problemas. No caso de não existirem problemas financeiros ou de comportamento, já se pode pensar em investimentos com mais qualidade, ao passo que na presença destes o caminho para bons investimentos acaba sendo um pouco mais árduo, porém igualmente (ou mais) importante.

Primeiros passos:

1. Antes de tudo, para poder controlar suas finanças, você deve medi-las. Isso singifica manter uma planilha eletrônica (ou botar no papel) os seus gastos do dia-a-dia. Após 2 meses já se começa a ter uma noção de onde está indo seu dinheiro. Não há dúvidas de que essa é a maneira mais fácil de compreender se o nível de vida que se está levando é compatível com seu salário.

2. Para quem é assalariado, a principal dica para os iniciantes no assunto é começar guardando no mínimo 10% ao mês do pagamento líquido (ou seja, após as deduções de impostos). Para quem já tem uma ideia de quanto gasta mensalmente, esse valor pode ser ajustado, preferencialmente pra cima. Quanto mais jovem, maior a parcela que deve ser destinada para essa poupança, já que o objetivo dela é usar o poder dos juros compostos a seu favor – poder este que tem efeito “bola de neve” com o passar do tempo.

3. Para quem já tem uma quantia de dinheiro “guardado”, deve-se diversificar os investimentos entre renda fixa e variável de forma inteligente. Existem algumas regras tidas como “padrão” sobre a distribuição percentual entre essas modalidades, porém o ideal é que cada pessoa use uma distribuição personalizada e adaptada ao seu perfil e alinhada com seus objetivos. Para isso, deve-se levar em conta a idade e as taxas de retorno que podem ser obtidas, sendo que os mais jovens, geralmente, podem alocar uma quantidade mais considerável em investimentos de risco, já que têm mais tempo para recuperar eventuais perdas, além de poderem utilizar os ganhos como forma de aumentar seus investimentos – favorecendo e aumentando substancialmente a “bola de neve”.

É justamente nesse ponto que entra a questão de pessoas conservadoras investirem com risco: alocando menos capital em renda variável. Entretanto, é nítido que investir apenas em renda fixa prejudica fortemente os ganhos de investimento no longo prazo, e a segurança obtida não é compensada com nenhum tipo de ganho financeiro. Ao mesmo tempo, os possíveis ganhos em renda variável podem facilmente ser capitalizados no curto/médio prazo e transferidos para a renda fixa como garantia para o futuro.

O problema é que muitas vezes os investidores ficam eufóricos e se sentem confiantes com esses ganhos, e acabam utilizando-os para gastá-los em diversão, lazer ou aquisição de supérfluos, já que esses sentimentos os fazem pensar que esse tipo de ganho é fácil e constante. Por isso mesmo é que o planejamento prévio é de fundamental importância, bem como a disciplina para segui-lo e não se deslumbrar com oscilações de curto prazo.

O investimento em educação é um tipo de investimento imensurável, porém tem retorno garantido. Fazer cursos, ler livros, assistir a palestras e informar-se diariamente sobre o que acontece no mundo é a melhor forma de crescer na vida. Não tenho dúvidas de que o seu dinheiro é um reflexo de sua vida, seu conhecimento e seu comportamento perante as mais diversas situações.

Quem não investe em educação, não cresce, e geralmente tende a ter um comportamento mais orgulhoso e arrogante; assim, o dinheiro dessas pessoas não cresce efetivamente, e acaba fluindo para as pessoas de mente e coração aberto. Se você está lendo esse artigo e/ou se você acessa este site com freqüência, esse problema não lhea feta. A educação financeira é apenas um tipo específico de conhecimento, mas que tem grande poder sobre como você vê e age em todos os outros aspectos de sua vida. Ser financeiramente educado não significa ser “mão-de-vaca”, mas sim aprender como usar seu dinheiro conscientemente para alçar voos mais altos no futuro sem deixar de aproveitar o presente.

No final, o importante é saber que a vida é agora e não podemos deixar de desfrutá-la. Mas como o dinheiro é fundamental no mundo de hoje, deve-se prestar atenção para não deixar que as vontades momentâneas atrapalhem a realização dos sonhos e objetivos de vida.

29.01.2009 | 0:12

Faixa de negociação: risco ou oportunidade?

Publicado na(s) categoria(s) Aprendizado, Carlos Debastiani, por Aluno

A crise que se instalou na Bolsa de Valores de São Paulo à partir da segunda metade de 2008, e que colocou em polvorosa a grande maioria dos investidores, parece ter encontrado seu termo. Se ainda não temos altos índices de valorização e uma nova tendência de alta vigorosa e determinada (como vimos nos últimos anos), ao menos podemos observar, aliviados, que a tendência de baixa já encontrou seu nível de esgotamento (pelo menos por enquanto).

Em muitos papéis, a violenta queda que desenhava longas barras nos gráficos e verticalizava a inclinação de suas linhas de tendência, já cede lugar a uma formação bem mais horizontalizada. Boa parte das blue chips já apresenta gráficos com movimentos laterais e oscilações de certa magnitude, que demonstram não haver grande disposição para baixa, embora a desconfiança dos investidores e a fragilidade globalizada do cenário internacional ainda não possibilitem a retomada dos negócios (que certamente virá, num futuro não muito distante).

Esse tipo de movimento lateral é bastante comum após períodos de fortes quedas. Me lembro que, durante o mês de Outubro, numa reunião em família, me perguntavam o que eu achava que aconteceria com a bolsa de valores nos próximos meses. Minha previsão foi de que os preços cairiam até atingir os patamares necessários para expulsar todos os investidores comprados que não mais acreditavam no mercado. Uma vez estancada a queda provocada pelo alto volume de vendas, haveria um momento de recomposição, talvez longo, no qual o mercado iniciaria uma reavaliação do cenário e do preço justo a ser pago por cada ação. Esse momento de recomposição seria marcado por movimentos laterais e oscilações de preços, típicos de um mercado indeciso e controverso.

Os gráficos de diversos papéis têm desenhado, nos últimos meses, uma formação que chamamos de faixa de negociação. Alguns analistas a chamam de zona de congestão ou acumulação, mas eu prefiro distinguir a faixa de negociação de uma congestão ou acumulação, por entender que possuem características gráficas diferenciadas.

Numa zona de congestão ou acumulação temos baixa volatilidade e barras quase paralelas nos gráficos (é o típico “andar de lado”). Essa situação é extremamente perigosa para operar, já que não há indícios seguros sobre a vitalidade da pressão de compra ou de venda (que estão totalmente equilibradas) e muito menos sobre qual caminho os preços irão tomar depois que deixarem a região de acumulação.

Nas faixas de negociação, a volatilidade é bem maior e, dependendo de sua extensão, podem dar origem a tendências de curto prazo que permitem até obter lucro negociando com os papéis (se o perfil do investidor for de curto prazo). A faixa de negociação tem linhas visíveis de suporte e resistência e podem oscilar entre ambos por um bom tempo. Da mesma forma como ocorre com a zona de congestão, não sabemos se a faixa de negociação vai originar uma tendência de alta ou de baixa após seu término mas, enquanto isso não acontece, quem estiver disposto a correr algum risco, poderá ganhar dinheiro operando dentro dela, comprando na região de suporte e vendendo na região de resistência.

Determinar esses limites e o momento certo para operar não é tarefa fácil, nem precisa, mas existem ferramentas que permitem identificar tais pontos com relativa margem de acerto. Obviamente, a oportunidade criada pela faixa de negociação não está dissociada de certo grau de risco.

Em meu livro Análise Técnica de Ações, eu traço algumas estratégias envolvendo indicadores técnicos que costumam se comportar muito bem quando aplicados à faixas de negociação, indicando os pontos possíveis de reversão junto a suportes e resistências, particularmente o Estocástico e as Bandas de Bollinger. O indicador OBV, por sua vez, oferece um outro recurso: uma idéia aproximada sobre qual tendência o papel deverá tomar no futuro. Um acréscimo significativo no OBV indica entrada de grande volume de capital e, portanto, existência de pressão de compra, favorável à valorização do papel. De forma análoga, uma queda do OBV teria efeito indicativo contrário, já que a saída de capital forte ensejaria pressão de venda.

Vamos olhar para o gráfico de uma das principais ações do Ibovespa, a VALE5, para avaliar a extensão e a potencialidade de uma dessas faixas de negociação (abaixo).

Clique na imagem abaixo para ampliar


Note quantos topos e fundos se formaram durante os 4 meses em que o papel se encontra nessa faixa de negociação, cujos preços oscilam entre R$ 20,00 e R$ 30,00. Aliás, essa é uma peculiaridade que torna essa faixa de negociação muito interessante. Se tomarmos por base o fundo e o topo mais extremo da formação, computaremos uma lucratividade de quase 50%. Sob o ponto de vista da análise técnica, alguns fatores pesam a favor de um futuro movimento de alta:

  • A existência de fundos cada vez mais altos no decorrer do tempo.
  • A ruptura superior de um triângulo com um gap de corte, no início de Dezembro. Repare como a parede rompida do triângulo foi testada 3 dias depois. Ali formou-se uma região de suporte intermediário, que foi confirmada em 26 de Dezembro por um padrão de candles de dupla configuração (é “Harami de Fundo” e “Pinças de Fundo”, ao mesmo tempo).
  • O comportamento do OBV, que vem apresentando crescimento ao longo do tempo e formou um canal de alta. Repare que os preços que compõem o topo existente no início de Novembro/2008 são os mesmos praticados no final de Janeiro/2009, mas o OBV já está muito acima.
Vivemos um momento de hesitação no mercado brasileiro de ações. Não temos mais a pungente tendência de alta com a qual nos acostumamos no decorrer desta última década. Contudo, não adianta reclamar, é preciso encontrar soluções e novas estratégias para continuar extraindo do mercado aquilo que ele pode nos dar. Operar com objetivo de curto prazo pode ser uma delas. Acredito que muitas das faixas de negociação que estão se formando nesses últimos meses podem perdurar ainda por um bom tempo. Se analisarmos sua extensão e identificarmos ao menos um potencial mínimo de lucro, talvez possamos explorá-las.

Carlos Alberto Debastiani é empresário, investidor e autor dos livros “Candlestick“, “Análise Técnica de Ações” e “Avaliando Empresas, Investindo em Ações“.

02.11.2008 | 10:14

Compras progressivas (PETR4) – Objetivo alcançado: 30/10 (vídeo)

Publicado na(s) categoria(s) Aprendizado, Operações, Petrobras, por Dalton Vieira

No vídeo ao lado apresento a conclusão no dia 30/10 das compras progressivas realizadas na PETR4 – Petrobrás PN. Destaco os pontos de entrada, a quantidade de ações de cada compra e o objetivo desta estratégia. Vale ressaltar que o objetivo deste vídeo é o aprendizado.

Importante: Esta estratégia possui um risco elevado e é executada dentro de um determinado cenário. Por isso, muito cuidado ao incluir a mesma em suas estratégias de investimentos. Estude muito antes!

Nota: Para assistir ao vídeo clique na figura ao lado, aguarde o download na nova janela e depois clique no play. Pressione F11 (tela cheia do navegador) para assistir ao vídeo e repita o procedimento após o término do mesmo.

16.01.2008 | 23:12

Entenda o indicador Clímax

Publicado na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, por Dalton Vieira

O Clímax é um indicador misto criado por Joseph Granville. Sua principal característica é aprensentar momentos em que o mercado, índices ou setores da economia está “sobrecomprado” ou “sobrevendido”.

O cálculo do Clímax é realizado através do saldo das ações que subiram e caíram no dia coerente com o OBV (On Balance Volume). Para exemplificar vamos pegar o índice Bovespa composto atualmente por 64 ações (até o abril/2008). Suponha-se que a ação da VALE5 fechou o dia em alta e seu OBV está acumulando, logo a VALE5 representará +1 no Clímax do Ibovespa.

  • Ação em alta + OBV acumulando = +1
  • Ação em baixa + OBV distribuindo = -1

Observe a seguir a figura demonstrando o cálculo do Clímax em uma determinada ação.

Nota: A figura acima foi extraída da ajuda do software de análise gráfica Winstockchart (site: www.winstockchart.com.br)

Desta forma, o cálculo do Clímax do Ibovespa é a soma dos resultados obtidos em cada ação, conforme explicado acima. Neste caso (IBOV) o valor diário obtido variará entre +64 e -64. Veja uma pequena amostragem desta soma.


O principal sinal do Clímax está na divergência de alta ou baixa na região sobrevendida ou sobrecomprada, respectivamente. O gráfico abaixo exibe uma divergência de alta do Clímax com o Ibovespa no dia 16/01.

* O gráfico acima foi retirado do software de análise gráfica Winstockchart (site: www.winstockchart.com.br)

A divergência de alta sinaliza uma possível alta do Ibovespa para o próximo pregão (17/01). Observe que os pontos onde ocorrem os picos (topos) e os vales (fundos) delimitam as regiões sobrecomprado e sobrevendido, que são os locais a se observar possíveis divergências.

Agora é acompanhar o Ibovespa para verificar se o sinal deixado pelo Clímax se confirma no próximo pregão (17). É importante ressaltar que este é mais um indicador para realizar a leitura do mercado, conforme a LAD. Portanto, este não representa um trade system, ou seja, a divergência de alta não representa por si só um momento para sair comprando. É apenas um sinal a se avaliar junto a outras análises.

Desejo sucesso nos estudos e investimentos. Até breve!

13.01.2008 | 13:05

Entenda a LAD – Linha de Avanços e Declínios

Publicado na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, por Dalton Vieira

A LAD é um indicador misto criado por Joseph Granville. Sua principal característica é monitorar a saúde geral do mercado (todas as ações), índices e setores específicos da economia.

O cálculo da LAD é realizado através do saldo das ações que subiram e caíram no dia. No caso do Ibovespa, que atualmente é composto por 64 ações (até abril 2008), a LAD é o saldo acumulado da quantidade de ações que subiram menos as que caíram em um determinado dia. Desse modo, se no dia X houve 40 ações em alta e 24 em baixa o valor da LAD foi de +16 (alta).

Podemos dizer então que é o chamado “cabo-de-guerra”, de um lado touros (compradores) e do outro ursos (vendedores). Neste caso a força de um touro é igual a de um urso, logo o que faz um lado ganhar ou perder a disputa é a quantidade superior de “puxadores” ao lado oponente. Uma ação em alta é um touro puxando a corda. Por outro lado, uma ação em baixa é um urso puxando a corda. Quando uma ação não fecha em alta nem em baixa (0,00%) este possível participante do cabo-de-guerra fica apenas assistindo a disputa.

Nesta analogia a corda simboliza o mercado, índice (ex.: Ibovespa) ou um setor (ex.: siderurgia). Se em um determinado dia houve mais ursos (ações em baixa) que touros (ações em alta) puxando a corda do Ibovespa, o mais provável é que o índice feche o dia em baixa. Caso o índice feche este dia em alta temos então a chamada divergência de baixa que falarei a seguir, inclusive com exemplos reais ocorridos recentemente.

A tabela abaixo demonstra o cálculo da LAD.


A seguir o gráfico gerado a partir do saldo acumulado da LAD (coluna destacada com a cor verde).


Um dos principais sinais obtidos com este indicador é se a alta ou baixa de um determinado índice, setor ou mercado como um todo está coerente ou divergente com a LAD. Por exemplo: nos dias 28/12/2007 e 03/01/2008 o Ibovespa fechou o dia em alta, porém nestes dias o número de ursos foi superior ao de touros. Portanto, a LAD do Ibovespa nestes dias ficou negativa (queda) ocasionando uma divergência de baixa.

Esta divergência de baixa sinaliza que a maior probabilidade do Ibovespa é acompanhar a queda registrada pela LAD. Observe no gráfico* abaixo as divergências sinalizadas com as setas vermelhas e que no dia seguinte o IBOV (linha azul) fecha em baixa acompanhando a LAD (linha vermelha).

* Gráfico extraído do programa de análise gráfica Winstockchart, disponível para download no site www.winstockchart.com.br.

Outro sinal interessante que a LAD produz é através do rompimento de uma resistência ou suporte. Veja no gráfico acima que o fundo da LAD (linha vermelha) sinalizado com a seta azul é inferior ao fundo anterior. No entanto, o fundo do Ibovespa (linha azul) sinalizado também com a seta azul não é inferior ao fundo anterior. Neste caso o sinal é que há uma maior probabilidade do Ibovespa fazer o mesmo que a LAD, romper o fundo (valor de fechamento) do dia 17/12/2007.

Agora é a acompanhar o Ibovespa para verificar se o sinal deixado pela LAD se confirma nos próximos pregões.

Desejo sucesso nos estudos e investimentos. Até breve!

 Página 19 de 21  « Primeira  ... « 18  19  20  21 »