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Marcos Abe

08.09.2009 | 15:16

Como Analisar Divergências Entre Preços e Indicadores com Eficácia

Publicado na(s) categoria(s) Aprendizado, Marcos Abe, por Aluno

A seguir mais um artigo do Marcos Abe voltado ao aprendizado da Análise Técnica.

Quem já tem alguma noção sobre Análise Técnica sabe que há vários indicadores, frutos de manipulações matemáticas de preços e volume, que nos ajudam a avaliar os vários aspectos envolvidos nos movimentos dos ativos negociados em bolsas.

Um padrão muito importante que alguns indicadores formam (osciladores e indicadores baseados em volume) é a divergência que geram em relação ao movimento dos preços. Uma divergência é identificada quando os topos ou fundos formados pelos indicadores são incompatíveis com os topos ou fundos gerados pelos preços.
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21.08.2009 | 16:48

Candlestick: psicologia e aplicações na Bolsa de Valores

Publicado na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Marcos Abe, por Aluno

A forma de representação gráfica dos preços conhecida como candlestick foi criada por um trader chamado Munehisa Homma que atuava no mercado de arroz japonês por volta do século XVIII. Foi trazida ao ocidente por Steve Nison, um trader norte-americano, no início da década de 1980.

O candlestick apresenta duas grandes vantagens em relação aos outros tipos de representação gráfica:

  • Permite uma visualização mais fácil das tendências devido ao seu padrão de cores que identificam fechamentos positivos e negativos;
  • Formam padrões que podem significar possível reversão ou continuação de movimentos.

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06.08.2009 | 23:34

Estratégia básica para encerrar operações

Publicado na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Marcos Abe, por Aluno

É comum investidores iniciantes se preocuparem apenas em como e quando começar uma operação. A questão é que uma entrada bem feita, numa operação, pode se tornar um desastre se o operador não souber como e quando encerrar a mesma. Então podemos dizer que para operar lucrativamente, saber finalizar operações é tão importante quanto saber iniciá-las.

Uma estratégia muito comum é o estabelecimento de alvos operacionais. E a forma mais usada para estabelecer esses alvos é a utilização de suportes e resistências.
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05.05.2009 | 12:15

Estratégia básica para investir em ações

Publicado na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, Marcos Abe, por Aluno

Olá amigos e investidores,

A seguir mais um artigo do Marcos Abe voltado ao aprendizado.

Os conceitos de suporte e resistência representam a base da Análise Técnica. Saber como identificá-los e como demarcá-los é algo de primordial importância para os investidores.

O suporte é definido como um nível de preços onde a pressão compradora supera a vendedora a ponto de interromper um movimento de baixa ou revertê-lo. Por sua vez, a resistência é uma região de preços onde a pressão vendedora supera a compradora gerando interrupção do movimento de alta ou uma reversão. Simplificando, suporte e resistência são regiões gráficas onde observamos inflexões no movimento dos preços.

Veja na ilustração abaixo exemplos de resistência e suporte. Ambos estão representados por linhas horizontais. Observe como são regiões onde ocorrem mudanças de direção no movimento dos preços.

Quando os preços conseguem superar uma resistência dizemos que ocorreu um rompimento da mesma (veja ilustração acima). O rompimento ocorre porque a pressão compradora que gerou o movimento de alta dos preços continua mais forte que a pressão vendedora mesmo quando atinge a resistência – ou seja, o otimismo é grande e há muito mais agentes do mercado tentando comprar do que agentes desejando vender.

É básica a idéia de que, em qualquer mercado, quando temos mais compradores do que vendedores, ocorre uma valorização do objeto de negociação. Logo, se um papel chegou a romper uma resistência, encontramos uma evidência de que os preços se elevarão ainda mais devido ao fato de que a demanda pelo ativo é maior que a quantidade de ofertas de venda. Por essa razão buscamos por oportunidades de compras no rompimento de resistências. Essa é a estratégia básica para abertura de posições, dentro de um leque de opções, que fazem parte de um sistema de investimentos baseado em análise de gráficos.

Como investidores que utilizam a Análise Técnica, conseguimos fazer uma leitura dos movimentos da massa de investidores e assim procuramos montar operações que acompanham seus passos.

Em meu livro “Manual de Análise Técnica: Essência e Estratégias Avançadas” ensino quais aspectos levar em consideração ao avaliar um rompimento e como analisá-los para encontrar oportunidades de iniciar operações com maior probabilidade de êxito.

Apesar de ser uma estratégia básica, é necessário avaliar uma série de fatores para evitar a compra de ações que estejam realizando falsos rompimentos de resistências, que podem resultar em prejuízos. Por outro lado, compras realizadas no rompimento de resistências com fatores que confirmam o padrão resultam numa maioria de operações muito lucrativas.

Marcos Abe é investidor e autor do livro “Manual de Análise Técnica – Essência e Estratégias Avançadas”.

Nota:
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23.04.2009 | 16:30

A crise expandindo os horizontes do investidor brasileiro

Publicado na(s) categoria(s) Aprendizado, Marcos Abe, por Aluno

A seguir um ótimo artigo do Marcos Abe, voltado ao aprendizado no mercado de ações e análise técnica.

Entre o segundo semestre de 2002 e o primeiro semestre de 2008 observamos um grande ciclo virtuoso na economia mundial. Nesse período, muitos brasileiros foram atraídos para a bolsa de valores devido aos enormes ganhos que as ações proporcionaram. Muitos ganharam dinheiro com relativa facilidade, pois o forte mercado altista possibilitava ganhos até para leigos sem um bom sistema de investimentos. Entretanto, a recente crise do subprime provocou enorme prejuízo principalmente aos investidores iniciantes que entraram na fase final desse ciclo de expansão. Investidores assustados saíram do mercado tentando salvar o que restou de seu patrimônio; outros estão rezando para o mercado voltar a subir. E outros que estavam pensando em começar a investir desistiram da ideia.

O que a maioria dos brasileiros desconhecem, é que o mercado de ações possibilita ganhos até quando está em queda. Seria quase inevitável ficar sem engolir algum prejuízo com essa reviravolta no mercado, mas tenha certeza de que há investidores ganhando rios de dinheiro com a queda das ações.

Além de comprar ações para tentar ganhar com sua possível valorização há a possibilidade de fazer operações de venda para tentar lucrar com a queda dos seus preços. Isso pode ser realizado de duas formas: efetuando vendas a descoberto ou vendas alugadas.

A venda a descoberto é um tipo de operação permitida apenas para realização de day-trades (operações iniciadas e terminadas no mesmo dia). Nesse tipo de operação o investidor vende ações que não possui em sua custódia esperando que seus preços caiam abaixo do preço de venda. Ao recomprar as ações mais barato do que vendeu, o investidor estaria lucrando com a diferença entre o valor que recebeu pela venda a descoberto e o valor que desembolsou para recomprar as ações e assim encerrar sua operação.

As operações de venda a descoberto podem ser realizadas por meio de um sistema de operações que utiliza a Análise Técnica como forma de análise das ações. A seguir, vamos estudar um exemplo.

Temos na figura ilustrativa um gráfico da PETR4 na periodicidade de 5 minutos. No ponto A encontramos o papel dentro de uma tendência de baixa fazendo um repique até a resistência dada pela média móvel de 21 períodos e o suporte rompido, anteriormente, no movimento de expansão que precedeu essa correção. Repare que esse movimento de alta se deu com candles de corpos pequenos até culminar num doji em cima da resistência. Por essa leitura dos candles vemos que o movimento de alta não possui força. O doji formado na resistência nos dá um sinal de que é possível ocorrer uma retomada do movimento de baixa a partir desse ponto.

Se fôssemos operar esse papel poderíamos vendê-lo a descoberto na perda da mínima do doji. E também poderíamos traçar a extensão alternada de Fibonacci e combiná-la com os suportes para projetarmos o alvo da operação. Veja em B que temos um suporte dado pelo gap formado na abertura do pregão, nesse dia, nas proximidades da extensão alternada de 100%. Esse seria o nosso ponto de recompra do ativo para encerrar a operação. Observe que a PETR4 atingiu justamente esse nível de preços antes de fazer nova correção do movimento de baixa. Se tivéssemos seguido o plano de ação descrito, teríamos obtido um lucro bruto próximo de 0,7% – o que é bem razoável para um day-trade.

Como as vendas a descoberto são permitidas apenas para day-trades, aqueles que desejam montar operações de venda de maior duração precisam recorrer ao aluguel de ações.

Uma operação de venda alugada consiste em alugar ações de outros investidores mediante o pagamento de uma taxa de juros anual ao doador das ações e uma taxa de intermediação à corretora. Para efetuar a operação, o investidor entra em contato com a corretora por um de seus canais de atendimento e solicita as ações. Esclarecido detalhes como quantidade de ações, taxa de juros (valor a ser pago pelo aluguel), tipo de contrato (reversível ou não-reversível) e prazo de duração do mesmo a mesa de operações da corretora se encarrega de efetuar o aluguel e colocar as ações na custódia do tomador.

Uma vez alugada as ações, o tomador pode vendê-las e recomprá-las quantas vezes quiser até três dias antes do vencimento do contrato de aluguel – devido ao prazo de liquidação de D+3. O contrato pode durar alguns meses, mas se for reversível o tomador poderá devolver as ações no momento em que achar apropriado, pagando somente a taxa de juros proporcional ao tempo em que as ações estiveram sob sua custódia. Essa taxa varia conforme a liquidez do ativo. Um ativo mais liquido como a VALE5 pode ter uma taxa de menos de 0,4% ao ano enquanto um outro menos líquido como a JBSS3 pode ter uma taxa de 8% ao ano.

No próximo exemplo, encontramos a PETR4 no período diário. Vamos ver como a Análise Técnica nos ajudaria a fazer uma operação de venda alugada neste caso.

A partir do meio do gráfico o ativo entra em tendência de baixa. No ponto A encontramos o papel corrigindo logo após romper o suporte. Essa correção sente o suporte rompido atuando como resistência e os preços formam um candle de reversão nesse ponto. Esse seria um sinal de que poderíamos iniciar uma operação de venda. Aqui também poderíamos traçar a extensão alternada de Fibonacci e descobriríamos que há um suporte em torno de R$ 32,64 logo após a extensão de 100%, conforme podemos observar em B. Esse seria nosso alvo para recomprar as ações e encerrar a operação. Então, no dia seguinte, poderíamos efetuar uma venda a descoberto na perda da mínima desse candle de reversão e em seguida alugar ações na mesma quantidade da venda realizada para nos mantermos posicionados até o alvo da operação. Conforme é possível observar, nesse caso também seríamos bem sucedidos ao recomprar as ações exatamente no alvo. O lucro bruto dessa operação seria algo próximo de 11% depois de quatro dias posicionados.

A partir desses exemplos podemos afirmar que não importa se o mercado se encontra em tendência de alta ou de baixa, mas sim sabermos aproveitar seus movimentos.

Estamos passando pela pior crise econômica desde 1929. A maioria dos investidores na ativa nunca viram coisa parecida. Como podemos constatar, a vida de muita gente foi prejudicada. Empregos foram perdidos, famílias estão em dificuldades financeiras… Contudo, é verdade quando dizem que toda crise trás oportunidades. Para os brasileiros, em especial, a crise está trazendo uma oportunidade para repensar seus conceitos e expandir seus horizontes como investidores da bolsa se valores; é uma chance de aprender a operar nos mercados em baixa assim como os norte-americanos já fazem há muito tempo.

Marcos Abe é investidor e autor do livro “Manual de Análise Técnica – Essência e Estratégias Avançadas”.

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