11.01.2013 | 16:52
Divergências de Alta – O que significam e como são formadas
Publicado na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, por Dalton Vieira
Olá amigos investidores, sejam muito bem-vindos a nossa sala de aprendizado. Explicarei neste vídeo qual o significado e como são formadas as divergências de alta.
Conceito
As divergências de alta na análise técnica são registradas ao comparar o comportamento de um indicador em relação ao movimento do preço de um ativo. E como são formadas?
As divergências de alta ocorrem quando um determinado indicador não acompanha o comportamento baixista do preço. A divergência mais fácil de se identificar no gráfico é quando o preço de uma ação ou índice cai e o indicador sobe.

No gráfico diário da LAD do Ibovespa observe que há duas linhas, uma na cor azul representando a evolução do IBOV no decorrer de um determinado período e outra na cor vermelha representando o indicador, chamado LAD – Linha de Avanços e Declínios.
Repare que no lado direito do gráfico houve uma divergência de alta após o último registro. Por quê? Excelente, porque a LAD subiu, enquanto o IBOV caiu, conforme destacado pelas setas.
Outras possibilidades
Usarei agora as figuras 1 e 2 para explicar as outras possibilidades de divergência de alta entre indicador e preço. A figura 1 representa o comportamento do preço de um ativo e a 2 o comportamento do indicador.

Observe que em ambas figuras houve a formação de um fundo, conforme destacado. Em seguida, o movimento de baixa do preço supera o fundo anterior. Apesar do indicador ter se movimentado para baixo também, repare que o mesmo não conseguiu superar o fundo anterior.
Esta é uma divergência de baixa de menor importância, visto que o indicador ainda pode superar o fundo anterior caso preço da ação continue caindo. E como ocorre uma divergência alta de maior importância? Simples, ocorre quando o preço forma um fundo descendente e o indicador um fundo ascendente.

Usando as mesmas figuras 1 e 2, veja que no dia seguinte houve uma alta tanto no preço da ação quanto no indicador. Neste momento fica fácil verificar que o novo fundo formado pelo preço é mais baixo que o anterior, portanto descendente. Por outro lado, o novo fundo formado no indicador é mais alto que o anterior, logo ascendente.
Exemplo – GGBR4
Vamos ao exemplo prático usando o gráfico diário da GGBR4. Observe no ponto A do gráfico que o preço da ação superou a mínima do fundo anterior. Já o indicador IFR (Índice de Força Relativa) não teve o mesmo comportamento, pois não superou o fundo anterior destacado e com isso gerou uma divergência de alta.

Na sequência repare que houve a formação de um fundo descendente no preço e ascendente no indicador, conforme destacado. Este fato tornou a divergência de alta mais significativa, ampliando a chance do preço voltar a subir.
Como você pode perceber, a divergência de alta representa uma fraqueza no movimento de queda do preço de um ativo e uma chance maior de reversão. Alguns analistas aproveitam esta configuração gráfica para realizar operações de compra.
Etapa concluída
Parabéns! Você concluiu mais uma etapa.
Espero sempre contar com a sua presença na nossa sala de aprendizado. Muito obrigado!
Recomendo!
Assista também ao vídeo Indicadores. Deseja continuar o aprendizado? Simples, acesse o menu Aprendizado do site e desfrute dos diversos vídeos e artigos disponíveis.







09.07.2011 às 10:04
Até que enfim encontrei um site que didaticamente aborda de forma simples os conceitos técnicos para operar na Bolsa de Valores. Muito obrigado Dalton.
10.07.2011 às 20:33
Olá José Ari,
Muito obrigado por prestigiar o conteúdo de qualidade do site. Continuaremos trabalhando para prover mais e mais vídeos de aprendizado, focando sempre em uma boa didática.
Uma ótima semana! Grande abraço.
15.07.2011 às 18:44
Parabéns! Muito válido sua iniciativa. Descobri por acaso e vou indicar a outros amigos que estão iniciando os investimentos em Bolsa.
19.07.2011 às 10:37
Olá Alex,
Agradeço suas congratulações e recomendações. Espero sempre encontrá-lo por aqui.
Grande abraço.
21.03.2013 às 12:47
Parabéns pela iniciativa amigo,queria saber sua opinião sobre o melhor IFR para MINI indice e queria sua ajuda de como posso saber o melhor IFR a ser utilizado nos ativos ou mini ou seja o que faz escolher o melhor período .abraço
21.03.2013 às 19:40
Olá Rodrigo,
Quando uso o IFR, utilizo a configuração de 14 períodos. Costuma ser a mais utilizada pelos analistas. Como o IFR não é muito o meu foco em termos de análise, não tenho estudo específico que comprove que esta é a melhor periodicidade a ser usada no mini ou outros ativos.
Muito obrigado pelos parabéns e por prestigiar o conteúdo do site. Grande abraço.
24.03.2013 às 19:12
Olá, tudo bem?
Estou aprendendo muito com suas videos aulas. Sua didática é INCRÍVEL. Recomendarei para todos os meus amigos o seu site… Muito obrigado.
Você faz day trade? Quais indicadores e qual configuração vc utiliza em suas análises pessoais?
Me desculpe, já perguntei em outra postagem, mas pergunto novamente. rsrs: qual programa você utiliza para criar essas animações com setas pontilhadas e etc…
Muito obrigado pela atenção.
25.03.2013 às 18:45
Me desculpe Dalton, não fui muito claro na pergunta. O programa a que me referido é de animação…por exemplo quando vc fez o vídeo de pivot, vc começa a desenhar o pivot e depois quando está comentando, a última perna do pivot vai subindo…depois surgir escrito “fundo” “topo”, etc… Há algumas imagens disso logo abaixo do vídeo tb. É o programa que faz isso que gostaria de saber…rsrs
Muito obrigado pela atenção.
Mais uma vez…sua aulas são d++++
26.03.2013 às 10:28
Olá Julio,
Muito obrigado pelos elogios. Nos vídeos de aprendizado uso o PowerPoint para realizar as animações e o WSC como plataforma gráfica.
Sim, também monitoro oportunidades de daytrade. Atualmente não uso nenhum indicador.
Grande abraço.