17.01.2008 | 0:22
IBOV – Rompimento do suporte da congestão
Publicado na(s) categoria(s) Ibovespa, por Dalton Vieira
Nesta quarta-feira (16) o Ibovespa fechou em baixa de 1,89%. O fechamento em 58.777 pontos foi:
- abaixo do suporte de fechamento (59.069) da congestão, ocorrido no dia 17/12; e
- abaixo do suporte proporcionado pelo fundo do dia 18/12.
A mínima (58.077) de hoje (16) também rompeu a mínima da congestão em 58.095 pontos, “quebrando” assim a tendência de alta do gráfico diário (figura ao lado). Ao chegar neste importante suporte ocorreu uma pressão compradora evitando o fechamento abaixo de 58.095 pontos.
A divergência de alta do Clímax do Ibovespa nesta região de suporte é um sinal de uma possível “recuperação” para o próximo pregão (17). Entretanto, vale ressaltar que os suportes superados nestes dois dias de queda servirão de resistências para uma possível alta do IBOV.
Palavra da vez: Recessão
Ex-chairman do Fed Volcker culpa BC dos EUA por “bolhas”WASHINGTON (Reuters) – O ex-chairman do Federal Reserve Paul Volcker acredita que o banco central norte-americano é o culpado por permitir a formação de “bolhas” nos mercados, e diz que o atual chairman Ben Bernanke está em uma posição complicada.
…
“Eu acho que Bernanke está em uma situação muito difícil”, disse Volcker à New York Times Magazine, em matéria que será publicada no domingo. O jornal disponibilizou o texto para a imprensa com antecedência.
É caros amigos e investidores os sinais de que entraremos em um período de tendência de baixa no Ibovespa estão cada vez mais claros. Realmente, diversos autores de livros de investimentos tem razão quando dizem que ao aparecer com muita freqüência na TV, jornais e revistas o assunto “bolsa de valores”, este é o momento de ligar um alerta ou realizar lucros (encerrar posições abertas), pois a tendência de alta está próxima do fim. É um grande aprendizado que se absorve com a prática, ou seja, com o dia-a-dia no mercado.
Até breve!







17.01.2008 às 0:51
Dalton, no início de sua análise de hoje, você citou “”quebrando” assim a tendência de alta do gráfico diário”. Realmente os fundos estavam cada vez mais altos, mas podemos dizer que a tendência era de alta se os topos estavam ficando cada vez mais baixa?
Eu identificava ali uma congestão com a figura do triângulo, afunilando a congestão (acumulação).
Outro ponto, sobre a “regra” de que “rompido o suporte em uma congestão em triângulo o papel tem uma queda do tamanho da base do triângulo”, isso também vale para índices ou papéis de altíssima volatilidade?
Abraço!
Daniel Luchine
17.01.2008 às 10:20
Olá Daniel,
O fundo que antecede o ponto extremo (máxima – 66.528) de alta do Ibovespa ocorre no dia 27 e 28/11. Até este momento (07/12) tínhamos o Ibovespa retomando a tendência de alta no gráfico diário.
A partir deste ponto o IBOV entrou em congestão (faixa de negociação) dentro de uma tendência de alta. A saída da congestão ocorreu junto com a “perda” da tendência de alta.
Baseado na teoria da figura do triângulo na análise técnica, a projeção de queda ou alta após o rompimento do triângulo é a altura da sua base. Portanto, a projeção de baixa do Ibovespa com base nesta teoria está em torno de 52.350 pontos, o que coincide justamente com a mínima do fundo do dia 10/09/2007.
Vamos ver se no decorrer dos próximos meses essa teoria se confirma.
Obrigado pelo comentário.
Grande abraço.
Dalton Vieira