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15.02.2009 | 9:49

Investimentos sem riscos?

Publicado na(s) categoria(s) Aprendizado, por Dalton Vieira

Olá amigos e investidores,

A seguir um belo texto do Fernando Maiola, um dos leitores mais antigos do blog, e que me deu a honra de compartilhá-lo com vocês. Muito obrigado Fernando! Fique à vontade sempre que quiser nos brindar com textos voltados ao aprendizado. Este é o lugar!

Por Fernando Maiola

Investir em renda variável significa correr riscos muito maiores que em renda fixa. Por isso mesmo que os retornos são maiores para quem investe em ações do que para quem coloca o dinheiro na poupança. Isso quer dizer, então, que pessoas conservadoras não devem investir em ações? A resposta é simples: não!

Isso contradiz um pouco a cultura do povo brasileiro, especialmente a classe média, que é a primeira camada da população que tem algum dinheiro disponível e que já pode pensar em investí-lo. O senso comum no Brasil, quando o assunto é “aplicação financeira”, é pensar na tradicional Caderneta de Poupança, por ser uma maneira segura e garantida.

Outra maneira tradicional de se investir são os imóveis (casa, apartamento, terrenos), acredito que pela tangibilidade (as pessoas se sentem seguras em poder ver e tocar o imóvel, em serem donas de algo que possam vender – mesmo que não haja tanta liquidez). Nos últimos anos, vem crescendo a competitividade entre os bancos no país, e com ela, também tem crescido a oferta de produtos financeiros como investimento de baixo risco (fundos de renda fixa e CDBs, por exemplo).

Assim, vê-se que o comportamento médio das pessoas na questão do dinheiro tende a ser o que lhes dá mais segurança e garantia, independentemente do retorno. Então, voltando à primeira questão apresentada, como se pode ser conservador e, ao mesmo tempo, fazer um investimento de risco? Com uma gestão de dinheiro inteligente e consciente.

Gestão de Dinheiro

Gerir seu dinheiro nada mais é do que planejar suas finanças a curto, médio e longo prazos, para que se possa alcançar objetivos e evitar incômodos. É um trabalho não muito difícil do qual a maioria das pessoas foge, por não quererem encarar a realidade, por não quererem diminuir seu padrão de vida ou até mesmo por não enxergarem os benefícios desse planejamento.

Quem não se encaixa em nenhum desses grupos mas tem interesse no assunto justamente por saber da importância do tema, mesmo não tendo a menor afinidade com números e finanças, geralmente busca informações com outras pessoas, na internet ou em mídia especializada. Esse é o primeiro passo para mudar a forma como se trata o dinheiro e, por conseqüência, enxergar de maneira sábia as prioridades sobre sonhos e objetivos de vida.

Após esse importante passo, que não exige muito conhecimento matemático, inicia-se uma fase em que a pessoa pode optar por seguir seu modo de vida ou mudá-lo, mas o mais importante é que suas atitudes serão mais conscientes perante a sua realidade. Vale ressaltar que nem sempre a melhor saída é mudar o estilo de vida, afinal, nem sempre se está com problemas. No caso de não existirem problemas financeiros ou de comportamento, já se pode pensar em investimentos com mais qualidade, ao passo que na presença destes o caminho para bons investimentos acaba sendo um pouco mais árduo, porém igualmente (ou mais) importante.

Primeiros passos:

1. Antes de tudo, para poder controlar suas finanças, você deve medi-las. Isso singifica manter uma planilha eletrônica (ou botar no papel) os seus gastos do dia-a-dia. Após 2 meses já se começa a ter uma noção de onde está indo seu dinheiro. Não há dúvidas de que essa é a maneira mais fácil de compreender se o nível de vida que se está levando é compatível com seu salário.

2. Para quem é assalariado, a principal dica para os iniciantes no assunto é começar guardando no mínimo 10% ao mês do pagamento líquido (ou seja, após as deduções de impostos). Para quem já tem uma ideia de quanto gasta mensalmente, esse valor pode ser ajustado, preferencialmente pra cima. Quanto mais jovem, maior a parcela que deve ser destinada para essa poupança, já que o objetivo dela é usar o poder dos juros compostos a seu favor – poder este que tem efeito “bola de neve” com o passar do tempo.

3. Para quem já tem uma quantia de dinheiro “guardado”, deve-se diversificar os investimentos entre renda fixa e variável de forma inteligente. Existem algumas regras tidas como “padrão” sobre a distribuição percentual entre essas modalidades, porém o ideal é que cada pessoa use uma distribuição personalizada e adaptada ao seu perfil e alinhada com seus objetivos. Para isso, deve-se levar em conta a idade e as taxas de retorno que podem ser obtidas, sendo que os mais jovens, geralmente, podem alocar uma quantidade mais considerável em investimentos de risco, já que têm mais tempo para recuperar eventuais perdas, além de poderem utilizar os ganhos como forma de aumentar seus investimentos – favorecendo e aumentando substancialmente a “bola de neve”.

É justamente nesse ponto que entra a questão de pessoas conservadoras investirem com risco: alocando menos capital em renda variável. Entretanto, é nítido que investir apenas em renda fixa prejudica fortemente os ganhos de investimento no longo prazo, e a segurança obtida não é compensada com nenhum tipo de ganho financeiro. Ao mesmo tempo, os possíveis ganhos em renda variável podem facilmente ser capitalizados no curto/médio prazo e transferidos para a renda fixa como garantia para o futuro.

O problema é que muitas vezes os investidores ficam eufóricos e se sentem confiantes com esses ganhos, e acabam utilizando-os para gastá-los em diversão, lazer ou aquisição de supérfluos, já que esses sentimentos os fazem pensar que esse tipo de ganho é fácil e constante. Por isso mesmo é que o planejamento prévio é de fundamental importância, bem como a disciplina para segui-lo e não se deslumbrar com oscilações de curto prazo.

O investimento em educação é um tipo de investimento imensurável, porém tem retorno garantido. Fazer cursos, ler livros, assistir a palestras e informar-se diariamente sobre o que acontece no mundo é a melhor forma de crescer na vida. Não tenho dúvidas de que o seu dinheiro é um reflexo de sua vida, seu conhecimento e seu comportamento perante as mais diversas situações.

Quem não investe em educação, não cresce, e geralmente tende a ter um comportamento mais orgulhoso e arrogante; assim, o dinheiro dessas pessoas não cresce efetivamente, e acaba fluindo para as pessoas de mente e coração aberto. Se você está lendo esse artigo e/ou se você acessa este site com freqüência, esse problema não lhea feta. A educação financeira é apenas um tipo específico de conhecimento, mas que tem grande poder sobre como você vê e age em todos os outros aspectos de sua vida. Ser financeiramente educado não significa ser “mão-de-vaca”, mas sim aprender como usar seu dinheiro conscientemente para alçar voos mais altos no futuro sem deixar de aproveitar o presente.

No final, o importante é saber que a vida é agora e não podemos deixar de desfrutá-la. Mas como o dinheiro é fundamental no mundo de hoje, deve-se prestar atenção para não deixar que as vontades momentâneas atrapalhem a realização dos sonhos e objetivos de vida.

2 Comentários

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  1. maria disse:

    olá quero faze un investimento sem nem um risco e com retorno lucrativos ,mais nao entendo bem como funciona o mercado ,vcs podem me ajudar
    obrigado !

  2. Dalton Vieira disse:

    Olá Maria,

    No mercado de ações, renda variável, não existe investimento sem nenhum risco. No meu ponto de vista, uma das boas opções hoje de investimento “sem risco” e com um retorno razoável é o Tesouro Direto. No site da CBLC há uma boa explicação a respeito.

    Grande abraço.

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