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28.06.2013 | 18:32

Lucrando com o Aluguel de Ações

Publicado na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, por Dalton Vieira

Olá amigos investidores, sejam muito bem-vindos a nossa sala de aprendizado. Explicarei neste vídeo como o investidor tomador pode lucrar no aluguel de ações e quais os custos envolvidos.

Primeiramente o que é investidor tomador?

No aluguel de ações há dois tipos de investidores: o doador e o tomador. O tomador é o investidor que pega emprestado do doador uma determinada quantidade de ações, pagando uma taxa pelo aluguel.

Mas como é que o investidor tomador lucra ao alugar ações?

Simples, ele vende as ações emprestadas com a expectativa de queda no preço das mesmas, visando em seguida recomprá-las por um valor mais baixo.

Desta forma, qual o cenário mais adequado para este tipo de operação? Correto, quando o mercado está em tendência de baixa. Recomendo assistir ao vídeo de aprendizado sobre este assunto.

Exemplo – PETR4

Para facilitar o seu entendimento sobre como lucrar alugando ações, vamos a um exemplo prático. Usarei o gráfico diário das ações preferenciais da Petrobrás – código PETR4. Suponhamos que o investidor tomador alugou 1.000 ações, percebendo que a PETR4 estava em tendência de baixa de curto prazo.

No dia 2/8/11 o tomador decidiu vender 1.000 PETR4 por R$ 23,00 no fechamento do pregão, após analisar o sinal de baixa. Para facilitar o cálculo usarei números redondos neste exemplo. Com a venda de 1.000 ações por R$ 23,00 o investidor tomador recebeu na sua conta o valor de R$ 23.000,00.

Com a forte queda da PETR4 nos próximos dois pregões, o tomador decidiu recomprar as 1.000 ações para devolvê-las ao investidor doador. Ao recomprar as 1.000 ações por R$ 21,00 durante o pregão do dia 4/8/11, o tomador teve que desembolsar R$ 21.000,00.

Se na venda ele recebeu R$ 23.000.00 e na compra gastou R$ 21.000,00, com quanto o investidor tomador ficou no final da operação? Isso mesmo, ele obteve um lucro bruto de R$ 2.000,00 com a operação de venda da PETR4.

Quais são os custos operacionais envolvidos no aluguel de ações?

Nesta modalidade de investimento há custos tanto para o doador – proprietário das ações, quanto para o tomador – locatário da operação.

O custo do doador basicamente se resume a uma taxa percentual sobre o montante da operação paga à corretora de valores, responsável por intermediar a operação. Esta taxa pode variar de acordo com cada corretora. Há também a incidência de imposto sobre o rendimento da operação, com alíquotas semelhantes as aplicadas nos fundos de renda fixa.

E quais são os custos do tomador – locatário da operação?

1. Remuneração ao doador. É uma taxa percentual em base anual e proporcional ao tempo de permanência do aluguel.

2. Comissão da corretora pela intermediação do aluguel. Costuma ser de 0,5% sobre o montante da operação, mas pode variar de acordo com cada corretora.

3. Taxa de registro da BM&FBovespa. Esta taxa é de 0,25% a.a sobre o volume da operação, levando em consideração o valor mínimo de R$ 10,00.

Os demais custos são semelhantes aos das operações normais de compra e venda de ações, como por exemplo corretagem, emolumentos e impostos. Assunto que será abordado em outro vídeo de aprendizado.

Custos operacionais – exemplo

Vamos a um exemplo prático. Suponhamos que o investidor tomador alugou 1.000 ações com valor de R$ 20,00 por ação. A taxa de aluguel acordada com o doador foi de 2% a.a. Além disso, o prazo de permanência da operação foi de 21 dias úteis e taxa de intermediação da corretora de 0,5%.

Caso o prazo de permanência fosse de 1 ano ou 252 dias úteis, a remuneração ao doador seria de R$ 400,00, ou seja, 2% de R$ 20.000,00. Considerando o prazo de permanência de 21 dias úteis ou 1 mês, poderíamos de forma simples dividir os R$ 400,00 por 12, resultando em uma remuneração ao doador de aproximadamente R$ 33,00.

A comissão da corretora foi de R$ 100,00, ou seja, 0,5% de R$ 20.000,00. O cálculo da taxa de registro da BM&FBovespa é semelhante ao da remuneração do doador, sendo que a taxa neste caso é de 0,25% a.a. Neste exemplo a taxa de registro foi de R$ 4,17, abaixo do valor mínimo. Logo, o custo final desta taxa será de R$ 10,00.

Desta forma, o custo total da operação foi de R$ 143,00, sem considerar os custos que serão originados na venda e recompra das ações alugadas.

Etapa concluída

Parabéns! Você concluiu mais uma etapa.

Espero sempre contar com a sua presença na nossa sala de aprendizado. Muito obrigado!

Recomendo!

Assista também ao vídeo Aluguel de Ações – O que é e como funciona. Deseja continuar o aprendizado? Simples, acesse o menu Aprendizado do site e desfrute dos diversos vídeos e artigos disponíveis.

9 Comentários

Assine os feeds dos comentários deste post

  1. Luis Carlos disse:

    O nome certo disso deveria ser “Empréstimo de Ações”, e não “Aluguel de Ações”, já que o locatário pode dispor (vender) o bem locado…

  2. Dalton Vieira disse:

    Olá Luis,

    Não vejo desta forma, pois o foco do artigo (vídeo) é informar como o tomador pode lucrar alugando ações do investidor doador. Caso o foco fosse no lucro do investidor doador, acredito que sua sugestão se encaixaria melhor. De qualquer forma, agradeço sua participação por aqui.

    Grande abraço e um ótimo final de semana!

  3. Luis disse:

    Bom Dia,
    No cálculo acima a comissão da corretora (R$ 100,00) não deveria ser dividida por 12 ?

    Obrigado pela atenção – Luis
    email= leiderosini@uol.com.br

  4. david disse:

    Para Petrobras não vale a pena tem um rendimento anual de 0,23% e você fica com o ativo bloqueado sem poder vender…

  5. Lu disse:

    Então a taxa total seria de 2,25% ( 2% + 0,25% )?

    Obrigado !

  6. Dalton Vieira disse:

    Oi Lu,

    No caso específico desta exemplo, sim, a taxa anual foi de 2,25%. Mas isso pode variar de acordo com o ativo e taxa de aluguel exigida pelo doador.

    Grande abraço.

  7. Daniel disse:

    Oi, Dalton, meu nome é Daniel, e tenho aprendido muito com você e seu site. Tenho uma dúvida rudimentar sobre aluguel de ações. Nas operações normais (investidor compra e depois vende), o recolhimento da DARF é no mês seguinte ao da venda. Mas quando é aluguel (operação feita pelo tomador, ele aluga, vende e depois recompra), só pode ser no mês seguinte ao da recompra, correto? Só para ilustrar, vamos supor que, adaptando seu exemplo, o tomador no dia 2/8/11 vendeu PETR4, mas só foi recomprar muitos meses depois, durante o pregão do ano seguinte, em 01/03/12… Nesse caso, o tomador só vai recolher a DARF no mês seguinte ao da recompra, isto é, até 30/04/2012, não é?

  8. Dalton Vieira disse:

    Oi Daniel, bom dia.

    De maneira simples somente haverá recolhimento de imposto via DARF quando houver ganho de capital das operações encerradas no mês anterior. Logo, se houve ganho de capital no mês de março/12 (posições encerradas), sim, será necessário recolher o imposto no mês seguinte.

    Grande abraço.

  9. Tania Silva disse:

    Oi Dalton, tenho uma dúvida: ao alugar suas ações, o doador deixa de tê-las em carteira no momento em que o tomador vende? No caso de ações que pagam dividendos mensais, o doador deixaria de receber dividendos caso o tomador vendesse as ações? Então há o risco de o doador perder dinheiro em vez de ganhar?

    Agradeço se puder me esclarecer esses pontos.

    Abraço,

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