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Análise Técnica

03.09.2007 | 20:45

Princípios Essenciais

Publicado na(s) categoria(s) Análise Técnica, Aprendizado, por Dalton Vieira

Dando continuidade a série de artigos voltados para o Aprendizado da Análise Técnica, neste artigo descreverei os princípios fundamentais para fazer a análise gráfica de qualquer ação.

“A vontade de se preparar tem de ser maior que a vontade de vencer.”
BOB KNIGHT
fonte: Transformando suor em ouro – Bernadinho

Movimentos

O preço de uma ação movimenta-se somente em 03 direções. São elas:

1. Para cima
2. Para baixo
3. Lateralmente

Os preços movimentam-se para cima ou para baixo por causa de dois sentimentos impregnados no mercado financeiro: Ganância e Medo. O preço sobe devido à ganância dos compradores e medo dos vendedores. O preço cai por causa da ganância dos vendedores e medo dos compradores.

Topos e Fundos

A partir do momento que o sentimento de ganância dos compradores dá lugar ao medo e o medo dos vendedores dá lugar a ganância, então há a formação de um Topo no gráfico. Por outro lado, se o sentimento de ganância dos vendedores dá lugar ao medo e o medo dos compradores dá lugar a ganância, então há a formação de um Fundo no gráfico. Esta mudança de sentimentos dos compradores e vendedores é destacada no gráfico através do Ponto de retorno, conforme mostra a figura abaixo.


O topo é antecedido por duas ou mais barras ou candles ascendentes e é marcado após o surgimento de um ponto de retorno. O fundo é antecedido por duas ou mais barras ou candles descendentes e também é marcado após o surgimento de um ponto de retorno. O ponto de retorno é a quebra da seqüência do movimento de alta ou baixa.

A seguir exemplo da marcação dos topos e fundos no gráfico semanal do Ibovespa.


A identificação dos topos e fundos na análise técnica é essencial, pois são através deles que são definidos outros princípios importantes, como os suportes, as resistências e a tendência de uma determinada ação.

Tendência

Uma tendência de alta é definida por topos e fundos ascendentes, enquanto que uma tendência de baixa é definida por topos e fundos descendentes. Quanto maior o tempo gráfico mais importante é o significado da tendência dos preços. Portanto, a tendência do gráfico semanal é mais importante do que a do diário.

A seguir exemplo de um gráfico em tendência de alta. Perceba que os topos e fundos são mais altos que os anteriores, logo ascendentes.


A seguir exemplo de um gráfico em tendência de baixa. Perceba que os topos e fundos são mais baixos que os anteriores, logo descendentes.


Os preços também podem ficar em uma faixa de negociação chamada pelos analistas técnicos de congestão, significando uma indecisão por parte dos investidores. A congestão ocorre quando o topo atual não supera o topo anterior e o fundo atual não supera o fundo anterior. Na maior parte do tempo os preços ficam em faixas de negociação. A seguir o gráfico do Ibovespa em faixa de negociação (congestão).

Perceba que após o movimento de baixa entre o primeiro topo e fundo, destacados pela inicial maiúscula, o gráfico semanal do Ibovespa fica congestionado. Por que congestionado? Porque não há um movimento de alta superando a máxima do primeiro Topo, nem um movimento de baixa superando a mínima do primeiro Fundo. Quanto maior for o tempo que os preços permanecerem em faixa de negociação, mais importante será o rompimento da resistência ou suporte desta congestão.

Nas tendências de alta, cada subida do mercado atinge um ponto mais alto do que a anterior e cada declínio pára em um ponto mais alto do que o precedente. Nas tendências de baixa, cada declínio cai para um ponto mais baixo do que o anterior e cada subida cessa em nível mais baixo do que o precedente. Nas faixas de negociação, a maioria das subidas pára mais ou menos na mesma altura e os declínios cessam mais ou menos no mesmo ponto.

Quando há a quebra ou reversão de uma tendência de alta?

Quando há o rompimento da mínima do fundo que antecede o último movimento de alta dos topos e fundos ascendentes. A figura abaixo ilustra a quebra de um tendência de alta.


Quando há a quebra de uma tendência de baixa?

Quando há o rompimento da máxima do topo que antecede o último movimento de baixa dos topos e fundos descendentes. A figura abaixo ilustra a quebra de uma tendência de baixa. Observe que neste exemplo antes de ocorrer a quebra da tendência de baixa há um topo e fundo secundários. Eles são secundários porque estão entre a máxima e mínima do último movimento de baixa, ou seja, não superam o topo e fundo anteriores.


Quando ocorre a confirmação de uma nova tendência de alta?

Quando após a quebra da tendência de baixa há um fundo superior ao menor fundo e na seqüência ocorre uma máxima superior ao topo responsável pela quebra da tendência de baixa. Esta confirmação na análise técnica é chamada de pivô de alta. Veja exemplo na figura abaixo:


Quando ocorre a confirmação de uma nova tendência de baixa?

Quando após a quebra da tendência de alta há um topo inferior ao maior topo e na seqüência ocorre uma mínima inferior ao fundo responsável pela quebra da tendência de alta. Esta confirmação na análise técnica é chamada de pivô de baixa. Veja exemplo na figura abaixo:


Suportes e Resistências

Suporte é um nível de preço onde ocorre uma pressão compradora suficiente para interromper ou reverter um movimento de baixa. Resistência é um nível de preço onde ocorre uma pressão vendedora suficiente para interromper ou reverter um movimento de alta.

As resistências e os suportes normalmente estão localizados nos topos e fundos do gráfico, respectivamente. No topo há resistências no maior preço de fechamento e na máxima (extremo). No fundo há suportes no menor preço de fechamento e na mínima (extremo). O gráfico abaixo mostra a identificação dos pontos de resistência e suporte, como também da zona de resistência e suporte.

É melhor traçar linhas de suporte e resistência entre as bordas de áreas de congestionamento em vez de entre preços extremos. As bordas mostram onde massas de investidores mudaram de opinião, ao passo que os pontos extremos refletem apenas o pânico entre os investidores mais fracos.
ALEXANDER ELDER

Zonas de Resistência e Suporte

As zonas de resistência podem ser definidas pela região entre o maior preço de fechamento de um topo até a máxima (extremo) do mesmo, conforme destacado na figura acima. Além disso, podem também ser definidas por uma seqüência de dois os mais topos onde as bordas ou os extremos estão próximos, conforme mostra o gráfico abaixo.


As zonas de suporte podem ser definidas pela região entre o menor preço de fechamento de um fundo até a mínima (extremo) do mesmo. Além disso, podem também ser definidas por uma seqüência de dois os mais fundos onde as bordas ou os extremos estão próximos, conforme mostra o gráfico abaixo.


Mudança de Polaridade

É a conversão de uma antiga resistência em um suporte ou de um antigo suporte em uma resistência. A figura abaixo mostra a mudança de polaridade entre suporte e resistência.


Por que ocorre esta mudança de polaridade?

Imagine que quando os preços se aproximaram do suporte (ponto A) destacado na figura ao lado, você efetuou um compra. No entanto os preços continuam caindo e seu prejuízo aumentando. Você provavelmente pensará: “tomara que aconteça um retorno dos preços para que eu possa vender esta ação e encerrar esta operação com o menor prejuízo possível”. Portanto, quando os preços se aproximarem do ponto B provavelmente ocorrerá uma pressão vendedora proporcionada por outros investidores que estão em uma situação semelhante a sua, formando-se então uma resistência para subida dos preços.

Além disso, há aqueles investidores que gostariam de vender no rompimento do suporte (ponto A), mas perderam o “bonde” e ficaram só ass
istindo a queda do preço. Estes investidores provavelmente já estão pensando: “Se eu tiver uma oportunidade para entrar novamente após um retorno dos preços, com certeza eu venderei”. São estes investidores com objetivos diferentes, um querendo sair e outro querendo entrar, que formarão a pressão vendedora responsável por estabelecer uma resistência no antigo suporte.

Observe a seguir a ocorrência da mudança de polaridade no gráfico semanal do Ibovespa.


Este princípio é mencionado no excelente livro do STEVE NISON – Japanese Candlestick Charting Techniques (second edition).

Linha de Tendência

As linhas de tendência servem para identificar tendências e também funcionam como suporte ou resistência para os preços. Quanto maior for a inclinação da linha de tendência mais forte é a tendência vigente dos preços.

Quando há topos e fundos ascendentes a linha de tendência é traçada ligando as bordas ou os extremos dos fundos. Portanto temos um linha de tendência de alta. Veja o exemplo abaixo:


Quando há topos e fundos descendentes a linha de tendência é traçada ligando as bordas ou os extremos dos topos. Portanto, temos uma linha de tendência de baixa. Veja o exemplo abaixo:

A linha de tendência é muito usada pelos analistas técnicos para direcionar suas operações. Quando a inclinação da linha é para cima normalmente operam comprando. Quando a inclinação é para baixo normalmente operam vendendo. Os pontos preferidos para entrada são geralmente quando a linha de tendência é usada como suporte ou resistência.

Axioma da Intuição

“Só se pode confiar em um palpite que possa ser explicado.”
MAX GUNTHER
livro: Os axiomas de Zurique

02.09.2007 | 13:58

WTM – WSC The Market

Publicado na(s) categoria(s) WSC, por Dalton Vieira

No WTM uso bastante as ótimas funcionalidades que destaco a seguir:

Índices e Setores – com esta funcionalidade tenho a possibilidade de analisar e acompanhar o comportamento dos índices da Bovespa e também os setores da economia (veja a figura ao lado).

Em cada um destes índices e setores verifico o resumo do dia, onde tenho as maiores altas e baixas das ações que compõem o índice ou o setor selecionado. Além disso, gosto demais da parte do resumo que destaca as ações com os maiores volumes. No topo da lista estão as ações em que o volume do dia possui uma maior diferença percentual em relação à média dos últimos 30 dias.

Eu ainda posso organizar a lista usando a comparação do volume do dia com a média do ano, dos últimos 90 dias, 12 meses ou simplesmente em relação ao dia anterior. Veja na figura abaixo que a ação GFSA3 está no topo da lista, pois o volume de negociações do dia foi 120,97% superior a média dos últimos 30 dias.Usando este recurso consigo identificar oportunidades no decorrer da semana. É através do volume que conseguimos na análise técnica rastrear os passos do big ou smart money (grandes investidores). Na hora que vejo na lista ações com o volume do dia superior em 25% a média dos últimos 30 dias, já vou diretamente analisar os seus gráficos (diário, semanal e mensal) em busca de um possível sinal de entrada (alta).

Além do resumo, posso analisar os indicadores listados abaixo em cada um destes índices e setores.

Carteira de Ações – com esta funcionalidade tenho a possibilidade de controlar uma ou mais carteiras de ações. Veja na figura ao lado 3 carteiras, uma de curto prazo (Short), outra de longo (Long) e a última de exemplo (Wsc).

Em cada carteira posso registrar o capital e as minhas operações (compras e vendas), inclusive registrando os valores de stop das operações de compra. Depois de fazer os devidos lançamentos, abro o resumo da carteira para verificar como estão os meus investimentos, como você mesmo pode visualizar ao clicar na figura de exemplo abaixo.Além do resumo da carteira, eu ainda tenho a opção de verificar a rentabilidade da carteira através dos Relatórios.

Central de Notícias – a funcionalidade Notícias é basicamente um leitor RSS que me habilita a acompanhar de perto as principais notícias dos sites de minha preferência, neste caso do mercado financeiro. Veja um exemplo através da figura abaixo.
O uso dos recursos supracitados me ajudam a ter:

  • uma visão geral do mercado (cenário) através dos índices e setores.
  • um bom controle das minhas posições abertas e do capital disponível para futuros investimentos.
  • um acompanhamento das principais notícias do mercado.

Vale a pena fazer o download do pacote de instalação do WSC e usá-lo no mínimo nos 30 dias gratuitos do período de avaliação. Confira por conta própria as funcionalidades deste programa.

31.08.2007 | 23:56

WSC – WinStockChart Professional

Publicado na(s) categoria(s) WSC, por Dalton Vieira

No WSC uso excelentes recursos que auxiliam e colaboram nas minhas análises diárias. Destaco:

as opções existentes nas janelas que exibem os gráficos, com diversas opções de zoom, facilidade de navegação no histórico de cotações do ativo e as teclas de atalho disponíveis para inserir diversos objetos (linhas, indicadores, calculadora, fibonacci, etc.) no gráfico. Veja os recursos da janela de cada gráfico na figura ao lado.

o recurso que permite agrupar as ações em um Favorito. Desta forma, ao definir um layout de tela específico a uma ação, tenho a opção de aplicar este mesmo layout em todas ações contidas no favorito com apenas um clique! Por exemplo, um dos meus favoritos tem ações que usam um layout de tela (3 janelas) contendo os gráficos diário, semanal e mensal (figura ao lado). Também posso definir quais indicadores farão parte de cada tempo gráfico.

os modelos gráficos – que possibilitam aplicar rapidamente diversos indicadores a um mesmo gráfico, com o objetivo de analisá-los separadamente. Com o uso deste recurso não tenho a necessidade de deixar em uma mesma janela vários indicadores, o que achataria o gráfico de candles. Desta forma, mantenho o foco no que considero mais importante na análise técnica: monitorar o comportamento dos preços através dos princípios essenciais. Este é um recurso que uso bastante, como você mesmo pode observar ao assistir o vídeo de análise disponível ao clicar na figura acima.

a calculadora – que mostra a informação da valorização ou desvalorização do preço de uma ação dentro de um período específico. Observe ao clicar na figura ao lado a aplicação da calculadora no gráfico diário da Petrobrás PN (PETR4), primeiramente em um período de alta. Depois aplico em um período de baixa. Em ambos os casos são exibidos o número de dias úteis (períodos) e a valorização ou desvalorização percentual e em reais da ação.

a disponibilidade de 5 tipos de linhas que uso para traçar no gráfico durante as análises. São elas: linhas de resistência e suporte, horizontal, livre ou de segmento, de tendência e estendida. Todas elas tem a opção de aderência aos candles, basta segurar a tecla Ctrl. Gosto muito da linha de suporte e resistência que gruda automaticamente no preço (abertura, fechamento, máxima ou mínima) que estiver mais próximo do cursor do mouse no alinhamento vertical.

a facilidade de navegação para abrir os gráficos das ações de um determinado favorito. Para isto basta digitar o código da ação (exemplo: VALE5) e depois pressionar Enter.

o salvamento automático das análises que realizo em uma ação. Exemplo: Ao traçar linhas de suporte e resistência no gráfico da Vale (VALE5) e depois exibir os gráficos do Bradesco PN (BBDC4), os objetos inseridos no gráfico da VALE5 serão automaticamente salvos.

Além dos ótimos recursos supracitados há outros formidáveis. Vale a pena fazer o download do pacote de instalação do WSC e usá-lo no mínimo nos 30 dias gratuitos do período de avaliação. Confira por conta própria as funcionalidades deste programa.

24.08.2007 | 4:24

WSC – WinStockChart

Publicado na(s) categoria(s) WSC, por Dalton Vieira

O WSC – WinStockChart é um avançado software de análise técnica (gráfica) que uso diariamente para fazer minhas análises de investimentos.

Diversos recursos do programa foram solicitados por mim à equipe de desenvolvimento. Atuei em diversos momentos ao lado desta equipe com o objetivo de realizar melhorias e refinamentos para facilitar e tornar as análises dos ativos mais ágeis.

Além disso, preparei diversos vídeos explicativos (tutorias) para que você possa tirar o máximo de proveito desta poderosa solução de análise técnica (gráfica). Tudo isso é fruto da parceria que tenho com esta empresa.

Esta solução de análise técnica é composta por 3 produtos (programas). São eles:

WSC – WinStockChart Professional

O WSC é um software gráfico que prover ao investidor uma combinação completa de recursos gráficos para analisar as ações listadas na Bovespa. Saiba sobre os recursos que uso…

WTM – WSC The Market

O WTM é uma ferramenta de apoio que fornece indicadores que são aplicados em um grupo de ações (índices, setores econômicos, etc.). Além disso, você poderá controlar sua carteira de ações e ler notícias de diversos sites e blogs em um único lugar, através do leitor RSS integrado ao programa. Saiba sobre as funcionalidades que uso…

WWU – WSC Web Update

O WWU é o programa responsável pela atualização ao final de cada pregão da base de dados, contendo as cotações históricas das ações listadas na Bovespa.

Um ponto de destaque nesta solução de análise técnica é a sua ótima relação custo x benefício, principalmente para os investidores que possuem outras ocupações e não tem tempo para acompanhar o mercado em tempo real.

Aproveite para fazer o download e testar o WSC gratuitamente durante 30 dias. Assista aos tutoriais para conhecer as funcionalidades e saber como usar os recursos do WSC.

Realize excelentes investimentos!

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